Bombardeios e ataques aéreos de Israel mataram ao menos 23 pessoas, incluindo sete crianças, em Gaza, ontem, 4, segundo autoridades de saúde que atuam sob controle do Hamas. Palestinos afirmam que Israel interrompeu a travessia de Rafah, única saída do território sem passar por Israel. A agência israelense Cogat disse que a passagem seguia aberta, mas sem coordenação prévia da OMS. Procurada pela Reuters, a OMS não comentou até a publicação. O Exército israelense afirmou que tanques e aviões atacaram Gaza após um atirador ferir gravemente um reservista israelense. Os ataques atingiram a Cidade de Gaza e Khan Yunis, no sul. Autoridades de saúde disseram que pacientes foram impedidos de cruzar Rafah para tratamento no Egito. O Crescente Vermelho relatou que doentes foram avisados de que a passagem estaria fechada. Rafah, no extremo sul de Gaza, tinha cerca de 250 mil habitantes antes da ofensiva. Israel controla a passagem desde maio de 2024, após meses de guerra.
A reabertura integra a segunda fase do plano de paz, mediado pelos EUA e países da região. A primeira etapa incluiu cessar-fogo em outubro passado. Desde então, a violência ocorre quase diariamente. Ataques israelenses mataram ao menos 530 pessoas na trégua, segundo autoridades de saúde de Gaza. Palestinos mataram quatro soldados israelenses no período. Questões centrais do cessar-fogo seguem sem acordo, como retirada israelense e desarmamento do Hamas.
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