A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou ontem, 24, que não há “nenhum risco” para torcedores que pretendem visitar Guadalajara durante a Copa do Mundo FIFA de 2026. A declaração ocorre após uma onda de violência no domingo (22), provocada pela morte do narcotraficante Nemesio Oseguera, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), em operação militar. Nos confrontos, morreram ao menos 27 agentes de segurança, 46 suspeitos e uma civil, segundo autoridades. O cartel reagiu com queima de veículos e bloqueios em 20 dos 32 estados mexicanos. Apesar disso, Sheinbaum garantiu segurança para os quatro jogos do Mundial previstos em Guadalajara, em junho. A entidade organizadora, FIFA, informou que não comentará, por ora, a situação.
O México dividirá a Copa com Estados Unidos e Canadá. Além de Guadalajara, as sedes mexicanas incluem Cidade do México e Monterrey, onde não houve registros de violência. Conhecido como El Mencho, Oseguera era o criminoso mais procurado pelos EUA, que ofereciam US$ 15 milhões por sua captura. A violência também afetou Puerto Vallarta, destino turístico no Pacífico. Segundo a presidente, a situação “aos poucos está se normalizando”, com aeroportos operando normalmente e bloqueios já removidos. O governo de Jalisco informou que as aulas serão retomadas. Jogos de futebol foram suspensos no fim de semana em Jalisco e em Querétaro. Guadalajara também sediará partidas da repescagem do Mundial, com Bolívia, República Democrática do Congo, Iraque, Nova Caledônia, Jamaica e Suriname disputando duas vagas restantes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário