Entre 2015 e 2025, mais de 25,6 milhões de processos trabalhistas foram ajuizados no Brasil. O dado é da pesquisa “Retrospectiva dos Processos Trabalhistas 2015-2025”, da Predictus. O estudo analisou dez anos de ações em todo o país com base de dados própria. A metodologia combinou processamento automatizado e dados de órgãos oficiais. Também houve validação humana e uso de inteligência artificial jurídica. O volume confirma a Justiça do Trabalho entre as mais demandadas do mundo. Fatores: cultura de conflito, legislação complexa e amplo acesso ao Judiciário. Em 2015 houve cerca de 2,85 milhões de ações. Em 2016 o número atingiu o recorde de 3,06 milhões. A recessão econômica impulsionou disputas por verbas rescisórias. Em 2017 ainda houve 2,95 milhões de novos processos. A Reforma Trabalhista de 2017 mudou incentivos à litigância. Em 2018 as ações caíram para 2,03 milhões, queda de 31,2%. Custos de sucumbência reduziram pedidos sem fundamento claro. A partir de 2019 começou recuperação para 2,34 milhões. Em 2020 caiu para 1,76 milhão por causa da pandemia.
Paralisações e tribunais virtuais reduziram o acesso. Em 2021 manteve-se perto de 1,78 milhão. Depois houve retomada: 1,89 milhão em 2022. Subiu para 2,10 milhões em 2023. Chegou a 2,40 milhões em 2024. E a 2,47 milhões em 2025, ainda abaixo do pico histórico.
Cem grandes empresas concentraram 13,6% das ações. A maioria dos empregadores teve média de 1,5 processo no ano. Acordos representaram 30,8% dos desfechos. Horas extras, verbas rescisórias e insalubridade lideraram as causas. O estudo indica descumprimento recorrente de direitos básicos. A tendência é estabilização entre 2,3 e 2,6 milhões anuais
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