Israel realizou ontem, 31, um dos ataques aéreos mais intensos das últimas semanas contra a Faixa de Gaza. A ofensiva atingiu uma delegacia controlada pelo Hamas e áreas onde palestinos deslocados estavam abrigados em tendas e apartamentos. Segundo autoridades de saúde de Gaza, ao menos 32 pessoas morreram, entre elas três crianças. As Forças Armadas de Israel afirmaram ter atacado comandantes e instalações do Hamas e da Jihad Islâmica, alegando violações do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro. O Hamas acusou Israel de romper a trégua, mas não informou se combatentes foram atingidos. Na sexta-feira (30), Israel reconheceu pela primeira vez que seus bombardeios mataram ao menos 25 mil civis desde o início da guerra, em outubro de 2023. Apesar de um cessar-fogo acordado no ano passado, o conflito segue com episódios de violência.
O ataque de ontem, atingiu a delegacia de Sheikh Radwan, na Cidade de Gaza, matando 13 pessoas, incluindo policiais e detentos. Outro bombardeio matou três crianças e duas mulheres em um prédio residencial, e um ataque a um acampamento de deslocados em Khan Yunis deixou sete mortos. Israel afirmou que os ataques responderam a um incidente em Rafah, onde homens armados teriam saído de um túnel. O Hamas não comentou. As ações ocorreram um dia antes da reabertura da passagem de Rafah, prevista no plano de cessar-fogo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário