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domingo, 5 de abril de 2026

SLOWJAMASTAN, O MAIS NOVO PAÍS


Entre fazendas de tâmaras no vale de Coachella, na Califórnia, e a fronteira com o México, surge a inusitada República de Slowjamastan. 
Localizada em um deserto árido, a micronação ocupa cerca de 4,5 hectares e costuma passar despercebida por quem cruza a região. Ao entrar no território, porém, visitantes encontram um “país” com leis próprias e clima excêntrico. Entre as regras curiosas estão a proibição de crocs e de e-mails em “responder a todos”. O animal símbolo é o guaxinim, estampado na bandeira nacional. O criador é Randy Williams, autodenominado “Sultão”. Fora dali, ele é radialista em San Diego e apresenta o programa Sunday Night Slow Jams. A ideia surgiu na pandemia de COVID-19, quando decidiu criar seu próprio país. Ele comprou o terreno em 2021 e começou a estruturar a micronação. Logo surgiram placas, posto de fronteira, bandeiras, passaportes e moeda própria. O local passou a imitar um país real, com “imigração” e cargos oficiais. Hoje, Slowjamastan tem cerca de 25 mil “cidadãos” de mais de 120 países.

A cidadania é gratuita, mas alguns títulos e cargos são pagos. Parte dos membros interage online, enquanto outros visitam o local. O país também promove eventos e cerimônias, como o lançamento de um submarino simbólico. Para muitos, a micronação funciona como diversão ou fuga da polarização política. Existem centenas de micronações no mundo, e Slowjamastan ganhou destaque global. O território sediará a MicroCon 2027, encontro internacional dessas nações autoproclamadas. Mesmo sem infraestrutura completa, visitantes são bem-vindos ao deserto. Williams afirma que o projeto vai além da brincadeira. A ideia é criar conexões entre pessoas de diferentes culturas. Após visitar todos os países reconhecidos pela ONU, ele concluiu sua jornada em 2023. Ainda assim, Slowjamastan seguiu como projeto independente. Segundo o “Sultão”, o país pertence a todos que se identificam com ele. 

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