Um estudo realizado no Brasil mostra que a inteligência artificial já impacta o emprego e a renda dos jovens. Pesquisas anteriores, como as de Stanford, já indicavam que iniciantes no mercado seriam os mais afetados. O levantamento do FGV Ibre aponta que jovens de 18 a 29 anos têm quase 5% menos chances de emprego em setores vulneráveis. As áreas mais expostas são serviços de informação, comunicação e financeiros. Segundo o pesquisador Daniel Duque, esses jovens atuam em funções de apoio, como produção de relatórios e análises. São tarefas mais burocráticas e facilmente substituídas por IA, que executa com mais rapidez e menor custo. Já profissionais mais experientes parecem menos afetados por enquanto. Dados da Pnad mostram pouco impacto nas faixas de 30 a 59 anos. Cargos seniores exigem decisão e análise, menos suscetíveis à automação. Os efeitos começaram após a popularização da IA generativa em 2022 e se intensificaram em 2024 e 2025. A rápida adoção da tecnologia acelera mudanças no mercado de trabalho.
Em países desenvolvidos, o impacto é ainda maior. A contratação de jovens desenvolvedores caiu até 20%, segundo estudo de Stanford. Em média, a queda foi de 16% nos setores mais expostos. Na França, empresas já substituem funções júnior por IA em tarefas como análise de dados e redação. No Brasil, o problema é agravado pela maior substituibilidade da mão de obra. A baixa qualificação dificulta o uso complementar da IA. Empresas também reduzem vagas de estágio e incentivam o uso da tecnologia. Isso pode comprometer a formação de futuros profissionais. Experiências iniciais são essenciais para o desenvolvimento de carreira. Sem essa base, trabalhadores terão menos সুযোগ de aprendizado e liderança. No longo prazo, isso pode afetar toda a estrutura do mercado. O desafio será ampliar o acesso à IA e distribuir seus ganhos de produtividade. Assim, busca-se reduzir desigualdades e preparar melhor os trabalhadores para o futuro.
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