Há consenso entre ministros do STF de que críticas à corte já fazem parte da pauta de pré-candidatos da direita para 2026, mas há divisão sobre como reagir durante a campanha. Metade defende enfrentamento direto, com posicionamentos públicos firmes e alertas sobre consequências de ataques. A outra metade prefere discrição, evitando exposição e desgaste. O debate foi intensificado por dois episódios: a proposta de indiciamento de magistrados feita pelo senador Alessandro Vieira na CPI do Crime Organizado e vídeos críticos ao STF divulgados por Romeu Zema, pré-candidato à Presidência. O grupo liderado por Gilmar Mendes adota postura mais dura. Ele reagiu ao relatório da CPI com discurso contundente e acionou a PGR para investigar Vieira por abuso de autoridade. Gilmar também pediu a inclusão de Zema no inquérito das fake news, denunciando uma “indústria de difamação” contra o Supremo.
Essa ala conta com apoio de Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, que veem o STF como alvo político com potencial de gerar ganhos eleitorais a adversários, sobretudo ligados a Jair Bolsonaro. Apesar disso, aliados demonstram preocupação com excessos no tom de Gilmar, temendo efeitos negativos. A avaliação é que respostas devem ser firmes, mas sem ironias ou declarações polêmicas que reforcem narrativas de perseguição e ampliem o engajamento de opositores. Nesse contexto, Toffoli chegou a afirmar que votos obtidos com críticas infundadas ao STF poderiam ser considerados fraudulentos e até levar à inelegibilidade.
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