O presidenciável do Novo e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou ontem, 22, que o Supremo Tribunal Federal é o “pior Supremo da história”. Segundo ele, a Corte, que antes atuava como “bombeiro” nas crises do país, hoje agravaria conflitos. A declaração foi feita em entrevista na Câmara, em Brasília, ao lado de deputados de oposição. A fala ocorre após o ministro Gilmar Mendes pedir que Alexandre de Moraes inclua Zema no inquérito das fake news. O ex-governador passou a ser alvo após divulgar vídeo satírico com bonecos que representam Gilmar e Dias Toffoli. Ele alegou que a medida fere a liberdade de expressão. Zema classificou a situação como “atentado à democracia” e comparou o cenário a regimes autoritários, afirmando risco de restrições à crítica e à ironia. Durante evento em Sinop (MT), Flávio Bolsonaro manifestou apoio a Zema e criticou o Judiciário, alegando interferência política. Zema também propôs mudanças no STF, como idade mínima de 60 anos para ministros, fim de decisões monocráticas e facilitação de impeachment pelo Senado.
Ele defendeu alterar o modelo de indicação, incluindo participação do Superior Tribunal de Justiça, da Procuradoria-Geral da República e da Ordem dos Advogados do Brasil. O ex-governador criticou indicações feitas por Luiz Inácio Lula da Silva ao STF, mas reconheceu erros de outros presidentes. Sobre a eleição, Zema disse manter candidatura própria, embora aliados cogitem aliança com Flávio Bolsonaro no segundo turno. Deputados de oposição anunciaram pedido de impeachment contra Gilmar Mendes e ações junto à PGR e ao STF, lideradas por Cabo Gilberto Silva. O parlamentar admitiu falta de maioria no Senado, mas afirmou que a pressão continuará diante do desgaste da Corte.
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