O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o piloto resgatado no Irã neste domingo (5) está gravemente ferido, mas destacou sua coragem por sobreviver até a chegada das forças americanas. Segundo Trump, o militar, um coronel respeitado, foi localizado nas montanhas após intensa busca das forças iranianas, que quase o capturaram. A operação de resgate durou dois dias e envolveu centenas de militares e dezenas de aeronaves, sendo considerada rara pelo alto risco. O piloto estava em um caça F-15E abatido na sexta-feira (3) por defesas aéreas iranianas; outro tripulante foi salvo no mesmo dia. Inicialmente, Trump havia dito que o militar ficaria bem, mas depois indicou que seu estado é grave, sem novos detalhes oficiais. Após o resgate, ele foi levado ao Kuwait para receber tratamento médico. A missão ocorreu sob “tiroteio pesado”, segundo agências internacionais, com relatos iranianos de danos a aeronaves dos EUA, negados por Washington. Havia temor de que o piloto fosse capturado, o que acelerou a operação. O Irã mobilizou tropas e ofereceu recompensa para quem ajudasse a encontrá-lo. Helicópteros americanos foram alvo de disparos durante a busca, mas conseguiram retornar em segurança. O episódio marca a primeira vez na guerra que aviões tripulados dos EUA são abatidos dentro do território iraniano. A crise aumenta a tensão, com Trump ameaçando novos ataques caso não haja acordo.

JAPÃO IMPÕE REGRAS PARA CICLISTASApós anos de tolerância, o Japão endureceu regras para ciclistas, proibindo práticas como usar sombrinhas, pedalar com carga mal acomodada e condução instável. Desde 1º de abril, entrou em vigor uma emenda à lei de trânsito que prevê multas para 113 infrações relacionadas ao ciclismo. Antes, ciclistas circulavam com pouca fiscalização, embora cerca de 8 milhões usem bicicletas no dia a dia. Agora, a polícia pode aplicar multas imediatas que variam de ¥3.000 a ¥12.000, conforme a infração. Medidas reforçam regras já aplicadas a carros, antes ignoradas por ciclistas. Também surgem novas infrações, como uso de fones, pedalar com uma mão e bicicletas sem freios. As multas valem para maiores de 16 anos. Casos como o de um ciclista advertido por usar guarda-chuva ilustram a mudança. Uma regra polêmica exige que ciclistas usem a via, não a calçada, com exceções. Apesar de ciclovias, muitas são insuficientes ou bloqueadas. Acidentes com bicicletas caíram, mas ainda envolvem principalmente carros. Mesmo com críticas, 64,5% apoiam as novas regras, embora poucos entendam seus detalhes.
LOJAS DE LUXO EM DUBAI SEM MOVIMENTO
No Mall of the Emirates, em Dubai, lojas de luxo como Louis Vuitton e Dior seguem abertas, mas quase sem movimento após um mês de guerra no Oriente Médio. Os corredores, antes cheios, agora estão vazios, com vendedores aguardando clientes. Uma cliente da Chanel afirmou que o momento é perigoso devido ao conflito. Funcionários evitam falar, mas admitem queda no fluxo, sobretudo de turistas. Apesar disso, clientes locais ainda frequentam os shoppings. Ataques iranianos com mísseis e drones abalaram a imagem de Dubai como refúgio seguro. O turismo despencou, impactando fortemente o setor de luxo. Entre 6% e 8% das vendas globais dessas marcas vêm do Oriente Médio. Analistas estimam queda de até 50% nas vendas em março. Aeroportos operando parcialmente agravaram o cenário. Lojas seguem abertas por determinação oficial, evitando prejuízos à imagem do emirado. O setor aposta que a crise será temporária, mas teme um conflito prolongado.
PLACA REJEITA AMERICANOS E ISRAELENSES
Um bar na Lapa, no centro do Rio de Janeiro, foi multado em R$ 9.520 ontem, 4, por exibir uma placa rejeitando cidadãos dos Estados Unidos e de Israel. A imagem, publicada nas redes do próprio Partisan Bar, viralizou durante o feriado de Páscoa. O aviso dizia, em inglês, que esses cidadãos “não são bem-vindos”. O estabelecimento não respondeu aos contatos da reportagem. A autuação foi feita pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor. Segundo o órgão, a conduta é abusiva e discriminatória, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. A legislação veda recusa de atendimento sem justificativa e práticas que constranjam consumidores. A fiscalização ocorreu após denúncia do vereador Pedro Duarte (PSD). Ele classificou o caso como xenofobia. O parlamentar afirmou que bares podem ter estilo próprio, mas não podem discriminar pessoas. A Federação Israelita do Estado do Rio disse acompanhar o caso. A entidade afirmou atuar junto às autoridades competentes. O episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais.
Salvador, 5 de abril de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
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