Com a derrota de Viktor Orbán na Hungria, reforça-se o histórico de Donald Trump como “pé-frio” em eleições fora da América Latina. Desde janeiro de 2025, candidatos alinhados a Trump perderam disputas no Canadá, Austrália, Romênia e Hungria. A exceção foi a vitória de Karol Nawrocki na Polônia. Na América Latina, o cenário foi oposto, com vitórias de aliados na Argentina, Chile, Honduras e Bolívia. Peru, Colômbia e Brasil são os próximos testes dessa influência na região. No Peru, a eleição caminha para segundo turno, com Keiko Fujimori à frente por margem estreita. Na Colômbia, a disputa ocorre em maio, com candidato de esquerda apoiado por Gustavo Petro. No Brasil, o pleito será em outubro. A vitória do partido Tisza, liderado por Péter Magyar, levanta dúvidas sobre a eficácia da interferência externa. Mesmo com apoio explícito de Trump, Orbán foi derrotado. O vice-presidente J. D. Vance esteve no país antes da eleição reforçando esse apoio. Magyar criticou interferências estrangeiras, defendendo a soberania húngara.
No Canadá, tensões com Trump favoreceram a vitória de Mark Carney. Na Austrália, o trabalhismo venceu, derrotando o conservador Peter Dutton. Na Romênia, o centrista Nicusor Dan superou o direitista George Simion. Já na Polônia, Nawrocki contou com forte apoio de Trump e aliados, como Kristi Noem. Na América Latina, Trump apoiou Nasry Asfura em Honduras, que venceu. A ex-presidente Xiomara Castro criticou a interferência externa. Na Argentina, Trump vinculou ajuda financeira ao desempenho de aliados de Javier Milei. No Brasil, Flávio Bolsonaro pediu apoio internacional para garantir eleições “livres”. Analistas avaliam que, na Hungria, fatores internos como economia e corrupção pesaram mais que interferências externas. Apesar do apoio americano, Orbán foi derrotado por ampla margem.
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