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quinta-feira, 30 de abril de 2026

SENADO REJEITA NOME INDICADO POR LULA PARA STF


O Senado impôs ontem, 29, uma derrota histórica ao presidente Lula ao rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF. 
Em votação secreta, foram 42 votos contrários e 34 favoráveis — abaixo dos 41 necessários. A decisão reflete uma disputa entre Congresso e Planalto, somada ao desgaste do Judiciário e ao avanço da direita no cenário eleitoral. Apesar de aprovado na CCJ por 16 a 11, no placar mais apertado desde a redemocratização, Messias não conseguiu apoio suficiente no plenário. Na sabatina, tentou atrair parlamentares conservadores ao destacar ser evangélico e defender a moderação do STF, sem sucesso. A rejeição marca a primeira vez desde 1894 que o Senado barra um indicado presidencial ao Supremo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teve papel central nos bastidores e defendia outro nome para a vaga. Relatos indicam que ele atuou contra Messias, embora negue. Publicamente, manteve postura de neutralidade. Sem seu apoio, o indicado não alcançou os votos necessários, mesmo após dialogar com a maioria dos senadores. Aliados de Alcolumbre veem o resultado como demonstração de força política. A derrota agrava a crise entre Executivo e Legislativo e sinaliza perda de governabilidade de Lula no Senado. O episódio ocorre às vésperas das eleições e reflete o fortalecimento da direita. A candidatura de Flávio Bolsonaro ganhou impulso e influenciou o ambiente político. Ele votou contra Messias e criticou ministros do STF durante a sabatina. Senadores de oposição defenderam rejeitar o nome para adiar a escolha até após as eleições. Também alegaram que a vaga não deveria caber ao atual presidente.

A decisão é vista ainda como recado ao STF, em meio a tensões recentes entre Corte e Congresso. Pedidos de impeachment de ministros e CPIs aumentaram o conflito institucional. Parte dos senadores argumentou que Messias não representaria pacificação entre os Poderes. O bloco oposicionista reuniu cerca de 30 votos contrários, incluindo partidos de direita. Mesmo parlamentares evangélicos votaram contra, citando alinhamento ao governo. Antes disso, indicações mais disputadas tiveram ao menos 47 votos favoráveis. O governo tentou reverter o cenário com cargos, emendas e articulações políticas. Houve também mudanças na composição da CCJ para favorecer o Planalto. Ainda assim, os esforços não foram suficientes para garantir a aprovação. Messias ficou conhecido nacionalmente no episódio do “Bessias”, ligado à Lava Jato. Sua indicação foi uma das mais longas da história recente do STF. Apesar de apoio de ministros da Corte e líderes religiosos, não conseguiu se viabilizar. Ele tentou se apresentar como técnico, sem vínculo partidário formal. Sua trajetória inclui cargos jurídicos no governo e a chefia da AGU no atual mandato.

 

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