O presidente da Volodimir Zelenski acusou a Rússia de “terrorismo nuclear” no 40º aniversário da explosão de Usina de Tchernóbil, neste domingo (26). Em mensagem nas redes sociais, ele afirmou que a invasão iniciada em 2022 coloca o mundo “à beira de um desastre provocado pelo homem”. “O mundo não pode permitir que esse terrorismo nuclear continue”, disse, defendendo pressão internacional sobre Moscou. Zelenski afirmou que drones russos sobrevoam Tchernóbil com frequência e que um chegou a atingir a cobertura protetora no ano passado. O desastre de 1986 foi o pior acidente nuclear civil da história e alterou a percepção global sobre energia nuclear. Milhares morreram devido à radiação, mas o número exato é incerto. Cerca de 600 mil “liquidadores” foram expostos durante a limpeza. Relatório da ONU (2005) estimou até 4.000 mortes nos países mais afetados. O Greenpeace calculou cerca de 100 mil vítimas. O aniversário ocorre em meio à guerra entre Ucrânia e Rússia.
Ataques noturnos russos com mais de 100 drones deixaram três mortos e quatro feridos. Na região de Sumi, dois civis morreram perto da fronteira russa. Em Dnipro, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas após bombardeios. Casas e veículos foram danificados. A força aérea ucraniana disse ter interceptado 124 de 144 drones lançados. Na Crimeia anexada, autoridades russas relataram um morto após ataque ucraniano. O governador de Sebastopol disse que casas e uma escola foram atingidas. Segundo Moscou, 43 drones ucranianos foram abatidos.
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