Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin formaram uma aliança no Supremo Tribunal Federal para fazer frente à agenda do presidente Edson Fachin. O grupo cobra de Fachin uma defesa mais enfática dos colegas diante da crise envolvendo o Banco Master. Também busca emplacar pautas de impacto, como restrições a penduricalhos, e reagir ao código de conduta proposto. A união ocorre por insatisfação com a condução de Fachin, ainda que com motivações distintas. Moraes reclama de falta de apoio público. Gilmar critica declarações que expõem o tribunal, como a defesa de responsabilização de juízes. Dino avalia que problemas éticos reais não estão sendo enfrentados, especialmente no Conselho Nacional de Justiça. Ele pressionou por medidas sobre supersalários e punições a magistrados. Zanin, discreto em eventos, considera que o código de conduta tem pouco efeito prático. Embora não rejeite a proposta, critica sua condução e exposição pública.
Os escândalos envolvendo o Master reorganizaram os blocos internos do STF. De um lado está o quarteto; de outro, Fachin com André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Kassio Nunes Marques atua como intermediário. Dias Toffoli está isolado, apesar de também divergir de Fachin. Há suspeitas de vazamento de reunião sobre o caso, o que ele nega. O grupo cobra defesa pública dos ministros diante de críticas sobre relações e benefícios. Avalia que Fachin demonstra desconfiança interna, gerando fissuras. Também há incômodo com sua posição sobre o inquérito das fake news em ano eleitoral. Sugeriu-se até um pronunciamento nacional, rejeitado por Fachin. Enquanto a investigação avança e Daniel Vorcaro negocia delação, Fachin reforça o código de conduta.Ele defende rigor ético e a necessidade de confiança pública no Judiciário. Fachin afirma manter diálogo com os ministros e buscar soluções conjuntas.
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