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quarta-feira, 29 de abril de 2026

DENÚNCIAS CONTRA TRATAMENTO A MILITARES UCRANIANOS


Uma mulher, esposa de um soldado ucraniano, divulgou fotos de três militares extremamente magros, com costelas aparentes e fisionomia debilitada. 
Segundo ela, a unidade está na linha de frente no nordeste de Kharkiv desde 25 de agosto, recebendo suprimentos de forma irregular, a cada 10 ou 15 dias; assegura que os soldados enfrentam falta de água e comida, recorrendo a neve derretida e água da chuva durante o inverno. A publicação gerou forte reação entre jornalistas e figuras públicas da Ucrânia, merecendo crítica da liderança militar, originada da correspondente Anna Kaliuzhna que compara os soldados a prisioneiros, quando retornam do cativeiro russo. Diante da repercussão, o Estado-Maior das Forças Armadas anunciou a demissão do comandante da 14ª Brigada Mecanizada, acusado de ocultar a real situação da unidade e de falhas graves no abastecimento.

O comando reconheceu a perda de posições e erros no fornecimento de suprimentos, especialmente de alimentos. A brigada atua na região do rio Oskil, próxima a Kupiansk, área estratégica no nordeste do país. O Exército, porém, alegou que ataques russos dificultam significativamente a logística na região. Segundo os militares, drones e barcos são usados para levar suprimentos através do rio, frequentemente alvo de bombardeios. O novo comandante, Taras Maximov, entrou em contato com os soldados e prometeu retirá-los para descanso assim que possível. O Exército afirmou que alimentos foram enviados recentemente à unidade e a evacuação será realizada assim que as condições permitirem. Durante a chamada, um soldado fez um apelo direto: “Ajude nos tirando daqui, e tudo ficará bem”.

 

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