As informações foram apuradas pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco, e divulgadas após delação da ex-diretora da unidade, Joneuma Silva Neres. Segundo a investigação, houve articulação interna e tentativa de contenção da repercussão do caso. Mensagens mostram que, após a fuga, a ex-diretora e o ex-deputado Uldurico Júnior adotaram discurso crítico à Secretaria de Administração Penitenciária. O objetivo seria reagir ao avanço das investigações. A delação também cita o ex-ministro Geddel Vieira Lima como possível beneficiário de propina ligada à fuga. O valor total teria sido de R$ 2 milhões, com divisão entre envolvidos. Em diálogo após ser afastada, a ex-diretora afirmou que a secretaria poderia “abafar” situações semelhantes. A declaração sugere percepção de interferência institucional na repercussão de crises. O conjunto de fatos reforça o cenário de alto custo e fragilidade na gestão do sistema prisional da Bahia.
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