O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou no Senado que a guerra contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 190 bilhões), US$ 12 bilhões a mais do que a estimativa divulgada em abril, antes do cessar-fogo. Desde então, os confrontos foram retomados. O valor integra um pedido do Pentágono de US$ 70 bilhões em recursos emergenciais ao Congresso. Desse total, US$ 46 bilhões seriam destinados à ampliação da produção de armamentos, incluindo bombas de precisão, mísseis hipersônicos e sistemas antidrones. Hegseth justificou o pedido afirmando que ele reflete as novas exigências do cenário internacional e acusou o governo Joe Biden de negligência, defendendo a modernização das Forças Armadas diante da evolução dos conflitos e do uso crescente de drones.
O pedido enfrenta resistência dos democratas. A senadora Patty Murray afirmou que a proposta tenta contornar o processo orçamentário regular e criticou a falta de planejamento do Pentágono. O orçamento militar dos EUA para 2026 é de quase US$ 1 trilhão, e o governo Donald Trump pretende elevá-lo para US$ 1,5 trilhão em 2027. Se aprovado, o gasto militar americano superaria, segundo o Sipri, a soma dos orçamentos de defesa de diversas potências mundiais e alcançaria cerca de 5% do PIB dos Estados Unidos.
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