
O Ministério da Saúde do Líbano informou que ataques israelenses no sul do país ontem, 26, mataram 14 pessoas, apesar do cessar-fogo na guerra entre Israel e o Hezbollah, recentemente prorrogado. Segundo o órgão, entre os mortos estão duas mulheres e duas crianças, e outras 37 pessoas ficaram feridas. O Exército de Israel emitiu alerta de evacuação para sete localidades libanesas, mesmo após concordar com a trégua com o grupo apoiado pelo Irã. A Agência Nacional de Notícias do Líbano relatou que aviões israelenses atacaram Kfar Tibnit, uma das áreas incluídas no aviso. Embora o cessar-fogo tenha sido firmado em meados de abril, Israel afirma que pode agir contra ameaças iminentes ou em andamento. Desde o início da trégua, em 17 de abril, forças israelenses realizam ataques frequentes e operam dentro de uma “linha amarela” próxima à fronteira, onde civis foram orientados a não retornar. O Exército israelense justificou a ordem de evacuação citando supostas violações do Hezbollah ao acordo. O porta-voz Avichay Adraee declarou que as Forças de Defesa de Israel tomarão medidas contra o grupo no sul do rio Litani.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que as ações visam garantir a segurança do país, dos soldados e das comunidades. Ele disse ainda que Israel atua conforme regras acordadas com os Estados Unidos e o Líbano. Também neste domingo, Israel informou que um soldado morreu em combate no sul do Líbano, e outros ficaram gravemente feridos. Mais cedo, o Hezbollah afirmou ter atacado tropas israelenses dentro do território libanês e equipes de resgate. O grupo declarou que suas ações são resposta às contínuas violações israelenses do cessar-fogo. Segundo o Hezbollah, a ocupação de território libanês e ataques à soberania do país justificam resistência armada. O Exército de Israel afirmou ter interceptado três drones antes que entrassem em seu território, após alertas no norte do país. O cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, válido até meados de maio, reduziu os combates, mas não interrompeu totalmente os confrontos. Ambos os lados continuam trocando acusações de descumprimento da trégua. Desde o início do conflito atual, em 2 de março, quase 2.500 pessoas morreram em ataques israelenses.
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