CORREIOS: PREJUÍZO DE R$ 8,5 BILHÕES
Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, mais que o triplo do ano anterior, com queda de receita. O resultado foi apresentado pelo presidente Emmanoel Rondon, que destacou o plano de reestruturação da estatal. O plano surgiu como contrapartida a um empréstimo de R$ 12 bilhões garantido pela União. Um dos pilares, o PDV, teve adesão de apenas 32% da meta, com 3.181 desligamentos. A meta era atingir 10 mil funcionários, mas não foi alcançada mesmo com prazo ampliado. O patrimônio líquido da empresa terminou negativo em R$ 13,1 bilhões. A receita caiu 11,35%, somando R$ 17,3 bilhões no ano. Os desligamentos geraram economia parcial, cerca de 40% do previsto inicialmente. A empresa afirma que já quitou ou renegociou 97% das dívidas na fase inicial. O plano também prevê venda de imóveis e fechamento de unidades deficitárias. Atualmente, 85% dos pontos de atendimento dão prejuízo; 68 já foram fechados. A meta é reduzir o déficit em 2026 e voltar ao lucro em 2027.

EX-PRESIDENTE DO BRB QUER DELAÇÃO O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, decidiu mudar sua estratégia de defesa para tentar deixar a prisão. Investigado pela Polícia Federal, ele é apontado como beneficiário de propina em imóveis que somam R$ 146 milhões, em troca de favorecer operações do banco com o Banco Master, que totalizam R$ 21,9 bilhões. Ele informou ontem, 22, ao advogado Cleber Lopes que trocará de defesa, buscando negociar um acordo de delação premiada. Para isso, contratou o criminalista Davi Tangerino, especialista em direito penal econômico. O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão também deve integrar a equipe de defesa. A estratégia considera a possibilidade de a 2ª Turma do STF manter a prisão preventiva decretada por André Mendonça. Aragão afirmou que ainda não conversou com o investigado e que as tratativas estão no início. Sobre eventual delação, disse que a decisão “depende das circunstâncias”.
SOLDADOS ISRAELENSES MATAM CRIANÇA
Ao menos quatro pessoas morreram na Faixa de Gaza nesta quinta-feira (23) em ataques aéreos de Israel, segundo autoridades de saúde palestinas ligadas ao Hamas. Na Cisjordânia ocupada, um adolescente de 15 anos foi morto durante uma operação militar israelense. Em Khan Yunis, no sul de Gaza, um bombardeio matou uma pessoa e deixou vários feridos. Israel afirmou que o alvo eram membros do Hamas que transportavam munições. Outras três pessoas, incluindo um socorrista, morreram em ataque no campo de refugiados de Maghazi, no centro do território. O Exército israelense não comentou essa segunda ação. Os bombardeios continuam apesar do cessar-fogo mediado pelos EUA desde outubro. Israel e Hamas se acusam mutuamente de violar a trégua. Não há mecanismo formal de fiscalização do acordo. Desde então, quatro soldados israelenses morreram, enquanto palestinos relatam 780 mortos. Em Nablus, forças israelenses mataram um adolescente após confronto com pedras. Também houve registro de morte de um homem por colonos israelenses na Cisjordânia.
PROPOSTA VERGONHOSA DE TRUMP
O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, classificou como “vergonhosa” a proposta ligada ao governo de Donald Trump de substituir o Irã pela Itália na Copa de 2026. A sugestão foi mencionada por Paolo Zampolli ao Financial Times. A Itália não se classificou para o torneio, sediado por EUA, México e Canadá. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, rejeitou a ideia: “Você se classifica em campo”. O técnico Gianni De Biasi afirmou que uma vaga deveria ir à equipe seguinte no ranking. Já Luciano Buonfiglio disse que seria ofensivo aceitar a vaga. A FIFA não pretende fazer substituição, segundo a BBC. A troca só ocorreria se o Irã desistisse oficialmente. O Irã, classificado em 2025, cogitou não disputar por causa de conflitos, mas voltou atrás. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a equipe deve jogar. Ele defendeu separar esporte e política. A estreia iraniana está marcada contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, em Los Angeles.
JUSTIÇA SUSPENDE VENDA DE IMÓVEIS PARA SOCORRER BRB
A Justiça do Distrito Federal voltou a suspender, nesta quinta-feira (23), o uso de imóveis públicos para capitalizar o BRB após prejuízos ligados ao Banco Master. O desembargador Rômulo de Araújo Mendes apontou desvio de finalidade no uso das áreas. Segundo ele, a medida pode causar danos ao patrimônio público e ao meio ambiente. A decisão atende a pedido do Ministério Público do DF, que questiona a constitucionalidade da lei. A norma permite ao governo contrair até R$ 6,6 bilhões em crédito para socorrer o banco. Também autoriza o uso ou venda de nove imóveis públicos. Parte relevante do valor viria da área conhecida como Serrinha do Paranoá. Especialistas já haviam alertado para riscos ambientais na região. O magistrado destacou possíveis danos a recursos hídricos essenciais. Ele afirmou que a lei reduz a proteção ambiental em favor de interesses financeiros. Enquanto isso, acionistas aprovaram aumento de capital do BRB de até R$ 8,8 bilhões. O plano inclui transformar créditos em títulos para antecipar recursos ao governo.
Salvador, 23 de abril de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário