A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) apresentou um projeto de lei para proibir a venda da fita cola-rato no Brasil. A proposta surgiu após a parlamentar divulgar um vídeo explicando os impactos do método. Segundo ela, a armadilha causa sofrimento prolongado aos animais. Os roedores ficam presos por horas ou dias, podendo morrer de exaustão, fome ou infecção. Durante esse período, continuam urinando e defecando, o que aumenta o risco sanitário. Salabert também alerta que o equipamento pode prender outros animais. Entre eles, aves e filhotes de gatos, ampliando os riscos à saúde pública. Ela afirma que o produto não seleciona espécies e é usado até contra pombos. A deputada defende alternativas baseadas em políticas públicas. Medidas como saneamento básico e coleta adequada de lixo seriam mais eficazes. Para ela, a proliferação de ratos está ligada à má gestão urbana. O projeto busca proibir a comercialização e incentivar métodos sem crueldade.
A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do TJPA, afirmou que a situação financeira da magistratura é “muito triste” e pode inviabilizar o pagamento de contas no futuro. Durante sessão da 3ª Turma de Direito Penal, ela disse que a categoria perdeu benefícios como auxílio-alimentação e gratificações. Segundo a magistrada, juízes vivem “tensão enorme” e alguns já evitam gastos com saúde por falta de recursos. Ela comparou a situação a um “regime de escravidão” e afirmou que a classe está “no fundo do alçapão”. Também criticou a imagem pública dos juízes, dizendo que são vistos como “bandidos” ou pessoas sem escrúpulos. A desembargadora destacou ainda a carga de trabalho, com horas extras frequentes, inclusive à noite e nos fins de semana. Dados do Portal da Transparência mostram que ela recebeu R$ 117,8 mil brutos em março de 2026, com R$ 91,2 mil líquidos. A fala ocorre após o STF limitar o pagamento de verbas indenizatórias, os chamados “penduricalhos”. A Corte definiu critérios para esses benefícios, enquanto não há lei específica sobre o tema. Também determinou padronização e maior transparência nos pagamentos. As regras serão detalhadas por resolução do CNJ e do CNMP. A sessão em que ocorreram as declarações durou cerca de três horas.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) foi comparado à máfia italiana pelo jornal The Wall Street Journal, que destacou sua eficiência semelhante à de uma multinacional. Segundo a reportagem, a facção se tornou uma das maiores organizações criminosas do mundo, atuando no tráfico internacional de cocaína. O grupo estaria redesenhando rotas da América do Sul para a Europa e avançando rumo aos Estados Unidos. Autoridades identificaram membros em diversos estados americanos, e houve acusações contra brasileiros ligados à facção em Massachusetts. O PCC tem cerca de 40 mil integrantes e presença em 30 países, em quase todos os continentes. A organização mantém estrutura sofisticada, com regras internas rígidas e até processos virtuais de recrutamento. Há debate nos EUA sobre classificá-lo como organização terrorista, medida rejeitada pelo governo brasileiro. A facção também usa estratégias como falsas igrejas e atuação como “pastores” para recrutar e lavar dinheiro. Além disso, atua em diversos setores econômicos e promete apoio jurídico a detentos para ampliar sua base. Segundo especialistas, o PCC funciona como um “governo do mundo ilegal”, regulando atividades criminosas. Sua estrutura organizada facilita a expansão global e dificulta ações de combate pelas autoridades.
REJEIÇÃO DE TRUMP: 62%
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