O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reunirá nesta segunda-feira (27) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo. O encontro ocorre após Teerã responsabilizar os Estados Unidos pelo fracasso da mais recente rodada de negociações no Paquistão. Moscou é um dos principais aliados do Irã, e a visita acontece em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. Araghchi afirmou que os americanos apresentaram “exigências excessivas”, porque a postura dos EUA impediu que as negociações, apesar de avanços, atingissem seus objetivos. O chanceler também destacou que a passagem pelo estreito de Hormuz é “uma questão global importante” e via, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, está bloqueada por Teerã. O Irã promete manter o bloqueio enquanto persistirem sanções americanas a seus portos. O site Axios informou que o país enviou uma nova proposta para reabrir o estreito e encerrar o conflito, adiando discussões sobre o programa nuclear. A agência Irna citou o relato sem negar as informações. Enquanto isso, o cessar-fogo segue em vigor, mas os impactos econômicos continuam.
Antes da Rússia, Araghchi esteve em Omã e no Paquistão, onde ocorreriam as negociações com os EUA, e falou com o chanceler turco, Hakan Fidan. Donald Trump cancelou a viagem da missão americana, classificando-a como “perda de tempo”. Segundo a agência Fars, o Irã enviou mensagens escritas aos EUA definindo “linhas vermelhas”, incluindo a questão nuclear e o estreito de Hormuz. No conflito paralelo, Israel e Hezbollah trocaram acusações de violar a trégua no Líbano. Ataques israelenses deixaram 14 mortos, incluindo duas crianças. Um soldado israelense morreu e seis ficaram feridos. O Hezbollah entrou na guerra em março após atacar Israel em resposta à morte do líder iraniano Ali Khamenei. Israel reagiu com bombardeios e mantém ocupação no sul do Líbano.
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