O Sudão, na África, completou, em 15 de abril, três anos de guerra civil, considerada a pior crise humanitária do mundo. Pelo menos 59 mil pessoas morreram, com denúncias de genocídio em Darfur. Cerca de 14 milhões foram deslocados, enquanto 19 milhões enfrentam fome aguda e mais de 33 milhões precisam de ajuda. A situação econômica piorou com a alta global do petróleo e dos alimentos, agravando um cenário já colapsado. Os combates entre o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF) continuam sem perspectiva de fim. O uso de drones ampliou o alcance da guerra, atingindo áreas civis. Segundo Médicos Sem Fronteiras, cerca de 400 pessoas foram tratadas com ferimentos causados por drones nos últimos meses, inclusive no leste do Chade e em Darfur. A ONU aponta mais de 500 civis mortos nesses ataques entre janeiro e março. Relatos descrevem ferimentos graves, amputações e queimaduras, evidenciando a brutalidade do conflito. A violência generalizada tem causado impactos devastadores na população.
Além da guerra, crescem surtos de doenças como malária, dengue, sarampo, poliomielite, hepatite E, meningite e difteria. O sistema de saúde está colapsado, deixando milhões sem atendimento. Segundo a OMS, mais de 4 milhões de pessoas devem sofrer desnutrição aguda em 2026. Atualmente, 37% das unidades de saúde estão fora de funcionamento devido a ataques. Desde 2023, foram registrados 217 ataques a serviços de saúde, com mais de 2 mil mortos. Quase 14 milhões de pessoas foram deslocadas, muitas repetidas vezes. Dados do ACLED apontam mais de 13 mil ataques no período, com média de 12 por dia. O exército sudanês responde por 53% das ações, enquanto as RSF são responsáveis por 35%, com o restante atribuído a outros grupos armados.
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