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quarta-feira, 29 de abril de 2026

TRUMP CRITICA PRIMEIRO-MINISTRO ALEMÃO




O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou ontem, 28, o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, por declarações sobre a guerra no Irã. Na véspera, Merz afirmou que os iranianos estariam humilhando os americanos nas negociações para encerrar o conflito. Trump reagiu dizendo que o premiê alemão estaria errado ao supostamente aceitar que o Irã tenha armas nucleares. A afirmação distorce a posição de Merz, que declarou justamente que Teerã não deve possuir esse tipo de armamento. O líder alemão também criticou a condução das negociações por parte dos Estados Unidos. Segundo ele, o Irã tem sido habilidoso ao evitar avanços concretos nas conversas diplomáticas. Merz citou viagens de autoridades americanas ao Paquistão que terminaram sem resultados práticos. As declarações foram feitas durante uma palestra para estudantes na cidade de Marsberg, quando ele afirmou que a liderança iraniana estaria humilhando os EUA, especialmente por meio da Guarda Revolucionária. Merz disse ainda esperar que a situação se resolva rapidamente e o premiê também questionou qual seria a estratégia de saída dos EUA no conflito. As falas evidenciam tensões entre Washington e aliados europeus da Otan, divergências que já vinham crescendo por causa da guerra na Ucrânia e outras questões.

Trump, por sua vez, tem criticado a aliança militar por falta de apoio, ameaçando deixar a Otan. O presidente americano também sugeriu interromper o envio de armas à Ucrânia, medida capaz de pressionar aliados a apoiar ações no Oriente Médio, entre as quais a reabertura do estreito de Hormuz. A via marítima está bloqueada pelo Irã desde o início do conflito e tem provocado instabilidade nos mercados globais, além de contribuir para a alta no preço do petróleo. Merz afirmou que os europeus não foram consultados antes dos ataques ao Irã e as ofensivas teriam sido iniciadas por Estados Unidos e Israel em fevereiro; afirmou sua crença diretamente a Trump. O alemão comparou a situação às guerras no Iraque e no Afeganistão. Também afirmou que teria sido mais enfático se previsse a duração do conflito. As chances de retomar negociações de paz diminuíram recentemente, depois do cancelamento de uma missão diplomática americana ao Paquistão.

 

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