A semana começou com clima eleitoral e pesquisas que reforçam a polarização na disputa sucessória. Levantamento da Nexus/BTG Pactual indica empate técnico no segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (46%) e Flávio Bolsonaro (45%). No primeiro turno, Lula tem 41% e Flávio, 36%, mantendo vantagem insuficiente para garantir vitória. Ambos enfrentam dificuldade para conquistar eleitores indecisos. A eleição segue aberta e dependerá da fidelidade das bases e da capacidade de atrair o centro. O governo aposta em medidas econômicas para reduzir insatisfações. Foi anunciado o Desenrola 2.0, com descontos de até 90% em dívidas. O objetivo é aliviar famílias endividadas e estimular o consumo. O endividamento chegou a 49,9% da renda, recorde recente. A aprovação do governo está apertada: 46% aprovam e 49% desaprovam. Esse cenário ajuda a explicar o empate técnico. Na oposição, Flávio reforça laços com o agronegócio. No Agrishow, criticou o tratamento dado ao setor pelo governo. O segmento também é disputado por Ronaldo Caiado. Ao lado de Tarcísio de Freitas, Flávio recebeu apoio político. Tarcísio afirmou que ele dará continuidade ao legado de Jair Bolsonaro. O desempenho de Sergio Moro no Paraná fortalece o campo conservador.
Já Romeu Zema tenta romper como candidato periférico. Com 4%, adota discurso antissistema e ataques ao STF. Defende mudanças profundas na estrutura do Judiciário. No plano regional, a disputa é nacionalizada. No RJ, Eduardo Paes lidera e se aproxima de Lula. No Paraná, Moro consolida vantagem oposicionista. O cenário mostra divisão territorial e equilíbrio político. Lula busca recuperação com medidas sociais. Flávio amplia base com apoio regional e do agro. Zema aposta na radicalização para crescer. A eleição segue sem favorito claro. A palavra que define o momento é incerteza.
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