O CNJ confirmou ontem, 4, o fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes que cometerem infrações graves. A partir de agora, magistrados poderão perder o cargo após um processo em três etapas: julgamento no tribunal de origem, reexame pelo CNJ e ação da AGU no STF. A medida regulamenta decisão da Primeira Turma do STF, que considerou inadequada a aposentadoria remunerada como punição para faltas graves. Segundo o Supremo, manter salários nesses casos representa impunidade. Pela nova regra, sempre que um tribunal aplicar a sanção máxima, o processo será reavaliado pelo CNJ. Durante esse período, o magistrado ficará afastado, recebendo remuneração proporcional ao tempo de contribuição. Se o CNJ confirmar a punição, a vaga será imediatamente aberta para outro juiz, sem necessidade de aguardar a decisão final do STF. O processo termina com ação da AGU no Supremo, que decidirá sobre a perda definitiva do cargo.
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