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segunda-feira, 6 de abril de 2026

IRÃ NÃO ACEITA PROPOSTA DE TRUMP E GUERRA CONTINUA


Na reta final de mais um ultimato de Donald Trump em sua guerra contra o Irã, os rivais analisam propostas para uma trégua de 45 dias. Negociadores de ambos os lados admitem que as chances de acordo são baixas. 
O presidente dos EUA fez a quarta extensão de prazo para que o Irã reabra o estreito de Hormuz, sob ameaça de ataques a infraestrutura civil. O prazo, que venceria na segunda (6), foi estendido até terça (7), às 21h, após declarações agressivas de Trump. Relatos indicam uma nova proposta americana enviada por militares paquistaneses, com detalhes ainda limitados. A proposta prevê uma trégua temporária e retoma o modelo do acordo nuclear de 2015: restrições ao programa iraniano em troca do fim de sanções. O principal impasse permanece: o Irã não aceita abrir mão da capacidade de enriquecer urânio. Esse ponto foi determinante para a saída dos EUA do acordo em 2018. As negociações haviam sido retomadas após protestos no Irã, mas a guerra interrompeu o avanço. Teerã confirmou o envio de uma contraproposta a um plano inicial considerado inaceitável. A retórica de Trump elevou a tensão, com ameaças vistas como possíveis crimes de guerra. Autoridades iranianas alertaram para retaliações “muito mais devastadoras” caso ataques ocorram.

Alvos potenciais incluem infraestrutura energética, petrolífera e cidades na região. O risco se estende a instalações vitais como usinas de dessalinização. O estreito de Hormuz segue parcialmente bloqueado, impactando o mercado global de petróleo. Cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito passam pela rota. Israel, aliado dos EUA, intensificou ataques contra lideranças iranianas. O general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, foi morto em bombardeio. A estratégia inclui enfraquecer a cúpula do regime iraniano. Mesmo com perdas, o governo iraniano mantém sua estrutura. Israel também ataca alvos no Líbano, mirando o Hezbollah. O grupo apoia o Irã no conflito. Em resposta, ataques iranianos deixaram feridos em Tel Aviv. Em Haifa, corpos foram retirados de um prédio atingido. O conflito segue sem solução imediata. A possibilidade de escalada regional continua alta. As negociações seguem frágeis diante da pressão militar. O desfecho dependerá da disposição de concessões entre as partes.

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