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segunda-feira, 6 de abril de 2026

RIO PODERÁ TER ELEIÇÃO DIRETA


O Rio de Janeiro pode enfrentar até seis meses de “clima de campanha” caso o STF determine eleições diretas para governador-tampão após a cassação de Cláudio Castro. 
O cenário se baseia no modelo adotado no Tocantins em 2018, após a cassação de Marcelo Miranda. Se mantido o mesmo calendário, o eleito pode ser diplomado na mesma semana em que for escolhido candidato à reeleição. O STF decide nesta quarta (8) se a eleição será direta ou indireta, via Assembleia Legislativa. Quatro ministros já votaram a favor da escolha pelo voto popular. Eduardo Paes é pré-candidato e disputará o mandato-tampão se houver eleição direta. Douglas Ruas pretende concorrer em qualquer cenário. O TSE reservou duas datas para eleições suplementares: 17 de maio e 21 de junho. A expectativa é que o pleito ocorra em 21 de junho. As convenções partidárias começariam em 27 de abril. O segundo turno poderia ocorrer em 12 de julho. A diplomação seria até 27 de julho. Já em 20 de julho começam as convenções para a eleição geral de outubro. Assim, o eleito pode assumir e virar candidato à reeleição na mesma semana. 

O segundo turno das eleições gerais está previsto para 25 de outubro. Desde 2007, houve eleições suplementares no Amazonas (2017) e Tocantins (2018). Os calendários foram semelhantes, com pequenas diferenças. No Tocantins, o processo foi rápido após a cassação. Castro foi cassado em 23 de março, mas ainda sem definição de eleição direta. Se houver decisão do STF, o TRE-RJ terá 14 dias para organizar o pleito. O calendário deve seguir prazo de cerca de 60 dias. O Rio tem 13 milhões de eleitores, contra 1,2 milhão do Tocantins. Isso pode dificultar a logística de várias votações em pouco tempo. O PSD-RJ defende eleição direta no STF. O partido afirma que a renúncia de Castro foi estratégia para evitar voto popular. A legislação prevê eleição direta se a cassação ocorrer antes dos últimos seis meses de mandato. Ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino apoiam essa tese. Cristiano Zanin pediu julgamento conjunto das ações no plenário físico. A crise começou em 2025 com mudanças na linha sucessória do estado. Atualmente, o governo está sob comando interino do Judiciário até a definição final.

 

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