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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

RADAR JUDICIAL


INFLAÇÃO EM QUEDA

Economistas reduziram pela primeira vez desde março a previsão para a Selic no fim de 2026, de 14% para 13,75%, segundo o boletim Focus. A revisão interrompe uma sequência de altas e estabilidade iniciada após a expectativa de 12% registrada em março. O aumento das projeções coincidiu com a guerra no Irã, que elevou os preços dos combustíveis e pressionou a inflação. Com isso, o Banco Central adotou uma política monetária mais restritiva. O mercado espera que o Copom reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião desta semana. A taxa básica está atualmente em 14,25% ao ano. Os analistas ainda projetam mais um corte de 0,25 ponto até dezembro. As previsões para 2027, 2028 e 2029 foram mantidas em 12%, 10,5% e 10%, respectivamente. O Focus também reduziu a estimativa de inflação de 2026 para 5,03%.
Foi a quinta queda semanal consecutiva na projeção para o IPCA. As expectativas para o crescimento do PIB permaneceram em 1,99%. A previsão para o dólar segue estável em R$ 5,20.


PENSÃO DE R$ 1
50,00

Um homem viralizou nas redes sociais ao comemorar, em frente ao Fórum Cível de João Pessoa, a redução da pensão alimentícia de R$ 300 para R$ 150, após decisão da Justiça. O vídeo foi gravado pelo próprio pai logo após a audiência. Durante a gravação, ele afirmou que pediu a redução porque "o Uber não tá dando". Pouco depois, a mãe da criança chegou ao local e o confrontou. Ela criticou a atitude do ex-companheiro e a discussão terminou em agressões físicas. "Eu vou botar a criança pra morar com você", disse a mulher. O caso repercutiu nas redes sociais. Internautas condenaram a comemoração pela redução da pensão. Um usuário afirmou que R$ 150 não paga nem as verduras da semana para uma criança. Outro disse que um pai não deveria precisar da Justiça para definir quanto contribuir com o filho. O vídeo gerou amplo debate sobre responsabilidade paterna. A identidade do homem não foi divulgada.


GREVE DAS COMPANHIAS AÉREAS

A greve de mais de 4.000 comissários de bordo da WestJet, uma das maiores companhias aéreas do Canadá, provocou o cancelamento de mais de 600 voos desde sexta-feira (31), após o fracasso das negociações salariais. A paralisação coincidiu com um feriado nacional e afetou rotas domésticas e internacionais, incluindo voos para EUA, Europa e Ásia. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial e pagamento pelas atividades em solo, como embarque e demonstrações de segurança. O sindicato afirma que a última proposta da empresa foi insuficiente após 11 meses de negociações. A WestJet informou que os passageiros prejudicados serão reembolsados ou reacomodados em outros voos. 

INFANTINO TEME PERDER A FIFA

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, buscará apoio de Donald Trump para permanecer no comando da entidade, segundo o New York Post. A iniciativa ocorre após críticas à proposta de criar uma subsidiária para administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo e dos Mundiais de Clubes. O projeto previa captar US$ 20 bilhões com investidores privados, mas foi retirado após forte reação. Ainda assim, aumentaram as pressões por sua renúncia. Infantino teria pedido ao secretário de Estado, Marco Rubio, uma reunião para obter o respaldo de Trump. A proximidade entre os dois voltou ao centro das discussões, especialmente porque o fundo cotado para investir é ligado a Joshua Kushner, irmão do genro do presidente americano. A Uefa rejeitou a proposta e anunciou boicote às competições da Fifa enquanto o plano não for abandonado.

DESEMBARGADOR DIZ: "QUEM PODE IR EMBORA, VAI EMBORA"

O desembargador Gamaliel Seme Scaff fez um desabafo durante sessão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) sobre o avanço das facções criminosas no Brasil. O magistrado disse estar preocupado com a expansão territorial dessas organizações. Segundo ele, o cenário brasileiro se aproxima do vivido pelo México. Scaff afirmou que grupos criminosos impõem regras próprias em algumas comunidades. "De 20 anos pra cá o país acabou. Quem pode ir embora, vai embora", declarou. Ele acrescentou que "não temos esperança mais" e que "está tudo dominado". O desembargador também citou a atuação do chamado "tribunal do crime". Essas estruturas seriam usadas por facções para julgar conflitos e aplicar punições. Na avaliação do magistrado, o crescimento desses grupos enfraquece as instituições. Ele alertou que a situação compromete a capacidade do Estado de garantir segurança em determinados territórios.

Salvador, 3 de agosto de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados. 

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