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segunda-feira, 13 de abril de 2026

TRUMP BRIGA ATÉ COM O PAPA


Depois de semanas de tensão, o papa Leão 14 e Donald Trump trocaram críticas diretas. Após ser chamado de “terrível” e “fraco” pelo presidente dos EUA no domingo (12), o pontífice respondeu na manhã de segunda (13), afirmando que não teme a administração Trump e continuará defendendo a mensagem do Evangelho. Leão 14 destacou que não deseja entrar em debate político, mas criticou o uso da religião para justificar guerras. Disse que seguirá promovendo a paz, o diálogo e o multilateralismo, ressaltando o sofrimento de inocentes em conflitos. Mais cedo, Trump havia atacado o papa em sua rede social, acusando-o de ser fraco com a criminalidade e ruim em política externa, além de criticar posições sobre Irã e Venezuela. Também afirmou que a escolha de Leão 14 teria relação com sua nacionalidade americana. O republicano ainda publicou imagens geradas por inteligência artificial em que aparece com referências religiosas, ampliando a provocação. O episódio é considerado incomum, já que, embora papas anteriores tenham criticado políticas dos EUA, nunca houve ataques tão duros de um presidente americano a um pontífice.

As críticas ocorrem após reiterados apelos do papa pelo fim de conflitos envolvendo Irã, EUA e Israel. Ele condenou o uso de linguagem religiosa para justificar guerras e afirmou que “Deus não abençoa conflitos”. Também veio à tona que o Vaticano teria sido pressionado, em reunião no Pentágono, a se alinhar às políticas militares americanas, o que foi descrito como diálogo “respeitoso”. Na Itália, autoridades como Sergio Mattarella e Giorgia Meloni manifestaram apoio ao papa, destacando sua missão em favor da paz. A Conferência Episcopal Italiana também condenou as falas de Trump, lembrando que o papa não é um adversário político, mas uma voz em defesa da dignidade humana e do diálogo.


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