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sexta-feira, 3 de abril de 2026

HÁ TURBULÊNCIA NA CÚPULA MILITAR AMERICANA


O chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, Randy George, foi demitido nesta quinta-feira (2) pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo fontes ouvidas pela Reuters. 
Hegseth, ex-apresentador da Fox News, vem promovendo mudanças no Pentágono, com a saída de generais e almirantes para implementar a agenda de segurança do presidente Donald Trump. O Pentágono confirmou que George, que ainda tinha mais de um ano de mandato, “se aposentará com efeito imediato” e agradeceu por seus serviços. O motivo da demissão não foi informado. A decisão ocorre enquanto os EUA reforçam presença militar no Oriente Médio em meio à guerra contra o Irã. As operações na região são lideradas principalmente pela Marinha e Força Aérea, mas o Exército também atua com sistemas de defesa aérea. Com cerca de 450 mil militares, o Exército é o maior ramo das Forças Armadas americanas. Soldados da 82ª Divisão Aerotransportada começaram a chegar ao Oriente Médio, indicando possível atuação terrestre. Não havia sinais públicos de conflito entre Hegseth e George. Mesmo assim, o secretário tomou medidas controversas, como demitir o principal advogado do Exército e organizar um desfile militar. O evento celebrou os 250 anos da força e coincidiu com o aniversário de Trump. Recentemente, Hegseth também interveio em uma investigação envolvendo pilotos que sobrevoaram a casa do cantor Kid Rock. Segundo a CBS News, a demissão de George não está ligada a esse episódio.

O general Christopher LaNeve assumirá o cargo de forma interina. George foi confirmado como chefe do Exército em 2023. Oficial de infantaria, ele serviu no Iraque e no Afeganistão. Antes, foi vice-chefe do Exército e conselheiro do ex-secretário de Defesa Lloyd Austin. Ele era próximo do secretário do Exército, Dan Driscoll. Ambos atuaram para acelerar projetos militares e reduzir custos. A saída ocorre em meio a instabilidade na liderança do Pentágono. Nos últimos meses, outros altos oficiais também foram demitidos. Entre eles, o ex-chefe do Estado-Maior Conjunto, Charles Q. Brown. Também deixaram cargos o chefe de operações navais e o vice da Força Aérea. O cenário reforça a turbulência na cúpula militar dos EUA. 

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