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terça-feira, 28 de julho de 2026

RADAR JUDICIAL


JAVIER MILEI DESTRAMBELHOU

O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, criticou o discurso do presidente argentino, Javier Milei, durante convenção do PL em São Paulo. Kicillof classificou as declarações como "vergonha alheia" após Milei atacar o governo brasileiro. No evento, Milei chamou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, de "lixo careca" e o presidente Lula de "presidiário". As declarações provocaram reação do Itamaraty, que convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires. Em rede social, Kicillof afirmou que Milei desrespeitou o Brasil e comprometeu a integração regional. O governador ressaltou que a Argentina mantém respeito pelas nações vizinhas. Ele também informou ter conversado com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira. Segundo Kicillof, Milei não representa o sentimento do povo argentino. O governador alertou que os ataques podem prejudicar investimentos, exportações e empregos. Destacou ainda que o Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina. Para Kicillof, a relação entre os dois países exige responsabilidade e diálogo. Ele acusou Milei de colocar interesses políticos acima da parceria bilateral.


PRESIDENTE DA CHINA MANIFESTA APOIO AO BRASIL

O presidente da China, Xi Jinping, manifestou apoio ao Brasil em conversa telefônica com o presidente Lula, rejeitando interferências externas nas eleições brasileiras. Segundo a agência Xinhua, Xi reafirmou apoio à soberania e independência do país. Os líderes defenderam o fortalecimento da parceria estratégica entre Brasil e China e a aceleração das negociações de um acordo entre Mercosul e China. Também concordaram em ampliar a cooperação em áreas como inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes. Lula destacou o crescimento do comércio bilateral e a diversificação de mercados. Na pauta internacional, ambos demonstraram preocupação com os conflitos globais, a crise em Gaza e os impactos à segurança alimentar e energética. Defenderam ainda o multilateralismo, a reforma da governança global e maior coordenação entre os países em fóruns como a ONU e os Brics.


ADVOGADOS QUEREM REGULAMENTAÇÃO DE USO DA "IA"

Levantamento da Associação dos Advogados (AASP) mostra que 75% dos advogados brasileiros defendem a regulamentação do uso da Inteligência Artificial na profissão. A pesquisa, realizada com 1.149 participantes entre maio e junho, aponta que mais de 87% já utilizam ferramentas de IA no dia a dia. O mesmo percentual afirma que a tecnologia aumenta a produtividade em pesquisas, elaboração de peças e análise de jurisprudência. Apesar disso, três em cada quatro profissionais defendem revisão humana das respostas geradas. Mais da metade considera as "alucinações" da IA o maior risco. Outros 23% criticam o uso sem supervisão, 14% apontam dependência excessiva e 7% temem impactos no sigilo profissional. Para a maioria, a IA complementa o trabalho jurídico, assumindo tarefas operacionais, enquanto estratégia e interpretação permanecem sob responsabilidade dos advogados. A presidente da AASP, Paula Lima Hyppolito Oliveira, afirma que o desafio é conciliar inovação, qualificação e segurança. 

PROFESSOR REPROVA ALUNOS POR USO DE "IA" EM REDAÇÃO

Um professor da Alcorn State University, nos EUA, viralizou ao reprovar 32 dos 35 alunos após identificar o uso de IA em uma redação. O historiador Jason Gibson inseriu, no enunciado, uma instrução oculta em letra branca para incluir a palavra “Madagascar” em um contexto sem sentido. Quem copiou o texto para ferramentas como o ChatGPT levou a instrução escondida junto. Diversas redações apresentaram a palavra, revelando o uso da IA sem revisão. Após a correção, o professor explicou o motivo das reprovações e mostrou a captura do texto oculto. Dos 32 reprovados, apenas dois contestaram a nota. Uma aluna teve a reprovação revertida por usar o modo escuro, que tornava o texto visível. Internautas questionaram possíveis prejuízos a estudantes com deficiência, hipótese descartada pelo docente. Gibson afirmou que seu objetivo não era reprovar alunos, mas preservar a integridade acadêmica. Ele defendeu que o uso da IA na educação ainda exige debate e pesquisas. Segundo o professor, docentes e estudantes ainda buscam as melhores formas de lidar com a tecnologia. O caso repercutiu nas redes sociais e reacendeu a discussão sobre IA no ensino superior.

TEMOR DE AUMENTO NAS CONTAS DE LUZ NOS EUA

O presidente Donald Trump anunciou um compromisso voluntário assinado por mais de 200 empresas, concessionárias de energia e políticos para impedir que os custos da expansão dos data centers de inteligência artificial sejam repassados às contas de luz dos consumidores americanos. A iniciativa, considerada simbólica por especialistas, prevê que empresas de tecnologia arquem com parte dos investimentos em infraestrutura elétrica. Entre os signatários estão Amazon, Google, Microsoft, NextEra Energy, Duke Energy, Southern Company, Equinix e Digital Realty, além de 23 governadores republicanos. Democratas não aderiram ao acordo e alguns estados adotam medidas próprias para conter o impacto dos data centers. Trump afirmou que a IA é estratégica na disputa tecnológica com a China e defendeu incentivos à construção dessas instalações. Apesar disso, cresce a resistência de comunidades preocupadas com consumo de energia, água, poluição e ruídos. Nova York decretou moratória de um ano para novos grandes data centers, e outros estados estudam medidas semelhantes. Embora Trump prometa proteger os consumidores, especialistas alertam que a expansão dos data centers pode elevar os custos de energia caso os investimentos não sejam integralmente pagos pelas empresas responsáveis.

Salvador, 28 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados 


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