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domingo, 2 de agosto de 2026

VÍCIO EM APOSTAS ESPORTIVAS AFETA AMBIENTE DE TRABALHO


O vício em apostas esportivas já afeta o ambiente de trabalho e preocupa empresas de diferentes setores. Empresários relatam funcionários que desaparecem após receber o salário, acumulam dívidas, pedem adiantamentos e apresentam queda de produtividade. Segundo entidades patronais e sindicais, o problema também provoca crises familiares, ansiedade, depressão e dificuldades financeiras. Sem preparo para lidar com a situação, empregadores têm buscado orientação para acolher trabalhadores e encaminhá-los ao tratamento. O SUS oferece teleatendimento especializado, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do aplicativo Meu SUS Digital. Grandes empresas, como Ypê, Gerdau e Whirlpool, passaram a promover campanhas educativas sobre os riscos das apostas, com palestras, orientação financeira e programas de apoio psicológico. Em 2025, primeiro ano do mercado regulado de apostas, os afastamentos por ludopatia cresceram 59,8%, passando de 425 para 679 casos, segundo o INSS. Embora o número ainda seja pequeno, especialistas alertam que o transtorno costuma estar associado à depressão, ansiedade e dependência de álcool e drogas, fatores que aumentam faltas e afastamentos.

A Organização Mundial da Saúde define a ludopatia como um transtorno em que o jogo passa a dominar a vida da pessoa, comprometendo relações familiares e profissionais. No trabalho, isso pode causar desatenção, erros e acidentes. A Femaco relata casos de trabalhadores que perderam salários, recorreram a empréstimos ilegais e chegaram ao suicídio. A Abrasel elaborou uma cartilha para orientar empresários sobre acolhimento e prevenção de conflitos trabalhistas. O Tribunal Superior do Trabalho analisa se a ludopatia deve receber tratamento jurídico semelhante ao da dependência química em casos de demissão. Especialistas recomendam que empresas priorizem o encaminhamento para avaliação médica e tratamento, em vez de punições imediatas.

 

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