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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

GUERRA AFETA MERCADOS GLOBAIS


As apostas de alta dos juros nos EUA foram antecipadas e já afetam os mercados globais. 
O movimento fortalece o dólar e eleva os rendimentos dos Treasuries. A expectativa de aumento, antes concentrada em outubro, passou a incluir a reunião desta semana. Inflação persistente e a guerra entre EUA e Irã aumentaram as preocupações. Em Jackson Hole, o presidente do Fed, Kevin Warsh, alertou para a inflação acima da meta. Segundo ele, o progresso no combate à alta dos preços tem sido modesto. O PCE acumulou alta de 3,7% em 12 meses até julho. O CPI subiu 0,4% em agosto e acumulou 3,4% em 12 meses. As apostas de juros entre 3,75% e 4% passaram de 63% para 86%. Atualmente, a taxa americana está entre 3,5% e 3,75%. A guerra no Irã também ameaça elevar a inflação por meio do petróleo. O mercado de trabalho americano permanece resiliente, com 162 mil vagas criadas em agosto. O resultado superou amplamente a previsão de 55 mil novas vagas. Com emprego forte, a inflação ganha maior peso nas decisões do Fed. Os rendimentos dos Treasuries já refletem uma política monetária mais restritiva. O título de dois anos chegou a 4,64%, maior nível desde julho de 2024. O Treasury de dez anos atingiu 5,05%, maior patamar desde outubro de 2023. O papel de 30 anos chegou a 5,38%, maior nível desde junho de 2007. 

A escalada da guerra elevou os temores sobre o fornecimento mundial de petróleo. O Brent fechou a US$ 109,29 na quinta-feira, alta de 7,98%. A alta do petróleo aumenta os riscos inflacionários e pressiona os títulos públicos. Donald Trump afirmou que os preços do petróleo podem permanecer elevados até as eleições de meio de mandato. Juros americanos maiores tendem a fortalecer o dólar e aumentar a atração pelos títulos dos EUA. Também podem elevar custos de financiamento e provocar volatilidade nas Bolsas. No Brasil, eventual corte da Selic reduziria o diferencial de juros em relação aos EUA. Apesar disso, commodities e perspectivas eleitorais têm favorecido os ativos brasileiros. O petróleo beneficia empresas produtoras e melhora suas receitas e geração de caixa. Pesquisas também apontam fortalecimento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A avaliação é de que ele apresenta maior compromisso com disciplina fiscal. No ano, a Bolsa brasileira sobe cerca de 16%, enquanto o dólar acumula queda de 5,44%.

 

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