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sábado, 12 de setembro de 2026

USUÁRIOS ACIONAM ANTHROPIC EM ATIVIDADES COMO ARMAS, ESPIONAGEM E OUTRAS


A Anthropic afirmou em relatório que usuários serrviram de seus produtos em atividades como armas, espionagem, vigilância e fraudes. 
Na China, um usuário usou o Claude para desenvolver software de guerra eletrônica e supressão de defesa aérea. O sistema classificava alvos e simulava interferência de radar, incluindo 12 alvos em Taiwan. Segundo a empresa, dados ligavam o usuário à Academia de Ciências Militares chinesa, e a conta foi banida. Outro agente chinês utilizou o Claude para desenvolver um sistema antitorpedos destinado à Marinha. Também houve pesquisa sobre armas de micro-ondas, componentes, fornecedores e cadeias de suprimentos. No Iêmen, um grupo usou a IA para desenvolver software relacionado a foguetes e mísseis. A Anthropic disse não haver evidência de que uma dessas armas tenha se tornado operacional. Na Rússia, agentes provavelmente utilizaram o Claude para desenvolver enxames de drones autônomos. Os sistemas incluíam seleção de alvos, orientação terminal e coordenação entre aeronaves. Outro usuário russo buscou intermediários para comprar componentes europeus de possível uso militar. A empresa também relatou cinco tentativas de utilização dos modelos em pesquisas ligadas a armas biológicas. Entre os casos estavam pesquisas sobre chikungunya, gripe aviária, ortopoxvírus, venenos e toxinas. Na área cibernética, operadores chineses teriam usado o Claude contra cerca de 50 organizações. O grupo utilizou IA para localizar e explorar vulnerabilidades com pouca supervisão humana.

Hackers ligados à Rússia teriam usado IA em phishing, invasões de redes e contas de WhatsApp na Ucrânia. Um operador vinculado ao Irã utilizou o Claude para coletar informações sobre forças navais dos Estados Unidos. Os dados incluíam informações públicas sobre militares, navios, aeronaves e imagens de satélite. Na Síria, um usuário alinhado à China teria servido da IA para rastrear e abordar uigures. A Anthropic avaliou, com baixa confiança, que ele poderia ser contratado da segurança estatal chinesa e relatou sobre a vigilância de cardeais, líderes religiosos, dissidentes e ativistas. Na China, o Claude prestou-se para infomar sobre a produção de relatórios acerca dos uigures, tibetanos e opositores. No Irã, uma conta criou uma plataforma para monitorar e traçar perfis de usuários das redes sociais. Outro operador iraniano desenvolveu sistema para perfilar autoridades israelenses e integrantes da diáspora judaica. A Anthropic baniu 16 contas ligadas a unidades paramilitares e de segurança interna iranianas. No Mali, o Claude teria sido usado para desenvolver plataforma capaz de monitorar 25 milhões de cartões SIM. Um agente francófono também utilizou a IA para atingir 42 partidos políticos europeus e organizações relacionadas. O sistema roubava dados e credenciais e mantinha uma plataforma destinada à exposição de informações pessoais. Por fim, uma operação chinesa criou mais de 20 aplicativos de namoro com milhares de personas de IA. Segundo a Anthropic, essas personas interagiram com pelo menos 25 mil usuários e eram apoiadas por trabalhadores pagos. 

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