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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

TRUMP NÃO GOVERNA SEM GUERRA E VOLTA A ATACAR O IRÃ


O Irã classificou o ataque dos Estados Unidos a uma festa de casamento em Kuhestak, no sul do país, como “crime de guerra”. Pelo menos quatro pessoas morreram na celebração e outras 14 mortes foram registradas em explosões nas províncias de Hormozgan, Sistan-Baluchestan, Kerman e Khuzestan. A Guarda Revolucionária informou ainda quatro mortos entre seus integrantes. Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra bases americanas na Jordânia, no Kuwait, no Irã e no Bahrein. O governo iraniano também anunciou uma “nova estratégia de guerra”. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezai, afirmou que a nova estratégia envolverá ações no campo militar, diplomático e econômico. O presidente americano, Donald Trump, disse não estar pressionando o Irã a negociar. Segundo ele, os EUA têm “controle quase total” do Estreito de Ormuz e a economia iraniana estaria em colapso. Trump também afirmou que Washington poderia realizar novos bombardeios contra o Irã a qualquer momento. Nas últimas semanas, ele chegou a reivindicar soberania americana sobre o Estreito de Ormuz e sugeriu chamá-lo de “Estreito de Trump”. 

Após o ataque à festa, vídeos divulgados na internet mostraram escombros e pessoas gritando. Um homem acusou os americanos de transformar um casamento em funeral. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, chamou os Estados Unidos de “Satanás”. Já o porta-voz do Comando Central americano, Tim Hawkins, afirmou que as Forças Armadas dos EUA nunca atacam civis. Enquanto isso, o porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln chegou a um porto da Tailândia após 286 dias no mar. Cerca de 5 mil tripulantes terão cinco dias de descanso. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu visitou Gaza e descartou uma retirada militar. Ele afirmou que Israel controla 60% do território e pretende permanecer na região. Netanyahu disse que o objetivo é desarmar o Hamas e desmilitarizar Gaza. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que o governo planeja realocar palestinos para fora do enclave, aguardando uma decisão dos Estados Unidos. 

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