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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

RADAR JUDICIAL


AMERICANOS ATACAM E IRÃ REVIDA

O petróleo superou US$ 97 nesta segunda-feira (7), diante da escalada dos ataques entre EUA e Irã. Por volta das 9h, o Brent subia 1,28%, a US$ 97,49, maior nível em quase sete semanas.
O WTI avançava 0,99%, para US$ 92,37. A alta reflete o temor de interrupções no fluxo mundial de petróleo. Instalações da Saudi Aramco, em Jizan, na Arábia Saudita, foram novamente atingidas. A refinaria de Jizan tem capacidade para processar 400 mil barris por dia. No sábado (5), forças dos EUA atacaram três petroleiros iranianos, segundo o Comando Central americano. Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado três petroleiros e três embarcações americanas. O conflito também reduziu o tráfego de navios pelo estratégico Estreito de Ormuz. Segundo a Kpler, apenas dez navios de carga por dia passaram pela região nos últimos dez dias. A Maersk classificou os ataques como uma grande escalada do conflito marítimo. Desde 6 de julho, 27 incidentes com projéteis danificaram embarcações em Ormuz e arredores. 


AVALANCHE MATA 11 ALPINISTAS 

Ao menos 11 pessoas morreram e seis ficaram feridas após uma avalanche atingir um grupo de alpinistas na região de Cabardino-Balcária, no norte do Cáucaso, na Rússia. O acidente ocorreu no monte Mizhirgi, um dos picos mais altos da região. A avalanche desceu a montanha por volta das 17h de domingo (6), no horário local. O grupo era formado por 33 alpinistas. Dez conseguiram deixar a montanha em segurança por conta própria. Outros seis chegaram a ser considerados desaparecidos pelas autoridades. Cerca de 50 socorristas participaram das buscas e do resgate. As operações foram dificultadas pelo terreno e pelo risco de novas avalanches. Imagens nas redes sociais mostram uma grande quantidade de neve descendo pelas encostas. O Mizhirgi possui dois cumes: o oeste, com pouco mais de 5.000 metros, e o leste, com 4.927 metros. As rotas de escalada da montanha são consideradas tecnicamente difíceis. O monte fica próximo ao Elbrus, o ponto mais alto da Rússia, com 5.642 metros.


PRISÃO DE "FARAÓ DOS BITCOINS" DEIXA DÚVIDAS SOBRE FORTUNA

Cinco anos após a prisão do “Faraó dos Bitcoins”, ainda há dúvidas sobre o destino de sua fortuna em criptomoedas. Glaidson Acácio dos Santos comandava a G.A.S. Consultoria, que prometia rendimento de 10% ao mês. Segundo a Polícia Federal, o esquema movimentou mais de R$ 38,2 bilhões. Milhares de investidores entregaram suas economias ao grupo, atraídos pelas promessas de altos lucros. Glaidson admitiu ter utilizado grandes volumes de criptomoedas para realizar operações no mercado. Sua mulher e sócia, Mirelis Diaz Zerpa, também é acusada de integrar o esquema. Após a prisão de Glaidson, 4,5 mil bitcoins foram movimentados a partir de uma conta ligada à empresa. Na época, o valor dessas criptomoedas ultrapassava R$ 1 bilhão. A lista de credores da G.A.S. reúne mais de 77 mil pessoas e empresas, com dívida próxima de R$ 3 bilhões. Uma das principais dúvidas envolve uma “cold wallet” guardada pela Polícia Federal, cujo acesso depende de uma senha. Glaidson afirmou que há dinheiro suficiente para pagar os investidores, mas disse não lembrar a senha. O Ministério Público pediu a condenação dos acusados, enquanto as defesas negam os crimes e afirmam que eles são inocentes.


DÍVIDA DOS EUA PASSA DE US$ 40 TRILHÕES

A dívida do governo dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões nos primeiros 19 meses do segundo mandato de Donald Trump. O valor evidencia o tamanho do desafio fiscal enfrentado pelo presidente americano. Trump voltou à Casa Branca prometendo cortar gastos, reduzir o governo e estimular a economia. Apesar das medidas, a dívida continuou crescendo e também foi impulsionada por cortes de impostos. Especialistas afirmam que Trump não é o único responsável pelo problema, que se acumula há décadas. Governos republicanos e democratas contribuíram para o aumento da dívida com gastos e redução de receitas. Guerras, programas de estímulo e o envelhecimento da população também pressionaram as contas. A nova legislação tributária do segundo mandato de Trump acrescentou trilhões de dólares à dívida. A promessa de economizar US$ 2 trilhões com o Departamento de Eficiência Governamental ficou muito distante da meta. A agência informou economia de US$ 110 bilhões, mas parte dos números foi considerada exagerada ou não verificável. Trump aposta que o crescimento econômico aumentará a arrecadação e ajudará a controlar a dívida. Analistas, porém, alertam que juros elevados e gastos crescentes podem agravar ainda mais o problema fiscal.


REPUBLICANOS DEVEM SER DERROTADOS 

A menos de dois meses das eleições de meio de mandato nos EUA, os democratas ampliam a vantagem nas pesquisas. O partido aparece favorito para retomar a Câmara e empatado com os republicanos no Senado. A aprovação de Donald Trump caiu para apenas 33%, o pior índice de seu segundo mandato. A rejeição ao presidente supera a de todos os presidentes anteriores neste século no mesmo período. Até entre os conservadores, o apoio a Trump caiu pela primeira vez para menos de 75%. Entre republicanos, 53% desaprovam sua condução da economia, oito pontos acima de agosto. A inflação, os preços dos combustíveis, as tarifas e a guerra contra o Irã pesam contra o governo. A oposição democrata aposta principalmente na denúncia do aumento do custo de vida. Também destaca democracia, direitos civis e liberdade de imprensa como bandeiras eleitorais. Analistas veem possibilidade de uma “onda azul”, com democratas conquistando cerca de 233 cadeiras na Câmara. No Senado, as projeções apontam empate de 50 a 50, mantendo o controle republicano pelo voto do vice-presidente JD Vance. Uma vitória democrata poderá ampliar a fiscalização sobre Trump e impor fortes limites à sua política interna e externa.


TRUMP PROPÕE MUDANÇA DE NOME DE ESTADO 

O presidente Donald Trump sugeriu mudar o nome do estado americano do Novo México. Em publicação na Truth Social, no domingo (6), compartilhou um mapa com o território chamado de “Nova América”. A imagem também foi republicada pelo perfil oficial da Casa Branca no X. A iniciativa aparenta ter apoio de integrantes do governo Trump. Até agora, porém, não houve anúncio oficial de qualquer medida para alterar o nome. Trump não pode rebatizar um estado por ordem executiva ou decisão unilateral. Segundo a legislação americana, uma mudança desse tipo exige aprovação dentro do próprio estado. O processo poderia envolver referendo e votação do Legislativo estadual. Há precedentes para alterações semelhantes nos Estados Unidos. Em 2020, Rhode Island retirou de seu nome uma referência às antigas plantações escravagistas. Assim, a proposta de Trump ainda está longe de representar uma mudança efetiva. Por enquanto, “Nova América” permanece apenas como uma sugestão divulgada nas redes sociais.

Salvador, 7 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

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