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terça-feira, 8 de setembro de 2026

MINISTROS APOSENTADOS DO STF PEDEM APURAÇÃO SOBRE CRISE NO TRIBUNAL


Ministros aposentados e ex-presidentes do STF enviaram carta ao atual presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo 
apuração pública, imediata e rigorosa sobre a crise no tribunal. Segundo os signatários, trata-se da “mais aguda crise” da história recente do Supremo. A carta foi assinada por 13 ministros aposentados, entre eles Celso de Mello, Rosa Weber e Joaquim Barbosa. Eles defendem uma sessão pública para que o Pleno determine a investigação dos fatos com o objetivo seria preservar o prestígio e a autoridade do STF. Os aposentados afirmam que a crise também ameaça a confiança da população e a situação pode afetar a estabilidade das instituições democráticas. Ministros aposentados recentemente, como Barroso, Marco Aurélio e Lewandowski, não assinaram o documento. A manifestação ocorre durante uma crescente crise envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. O conflito surgiu após a divulgação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Mendonça, relator do caso no STF, retirou o sigilo de relatório da Polícia Federal sobre as relações de Vorcaro com Moraes. As mensagens citam um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes. O escritório é comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. As investigações apontaram que Vorcaro cobrava atenção especial sobre os pagamentos do contrato.

Dados do documento indicaram que ele teria sido editado por Moraes e o escritório afirmou que consultou o ministro sobre possíveis impedimentos legais ao contrato. Mensagens também indicariam pedidos de Vorcaro para que Moraes intercedesse junto à PF e à PGR. Pouco antes de ser preso, o banqueiro teria perguntado ao ministro se deveria estar fora da prisão na segunda-feira. Diante das informações, Mendonça pediu que Fachin levasse ao plenário um pedido de investigação. A PGR, porém, pediu a nulidade da investigação da Polícia Federal e criticou os procedimentos adotados por Mendonça. A tensão aumentou quando Moraes reagiu às acusações feitas contra ele. O ministro apresentou relatórios da PF que levantariam suspeitas sobre a atuação de Mendonça. Moraes acusou o colega de possíveis irregularidades, abuso de autoridade e favorecimento político, além de afirmar que Mendonça teria produzido provas ilegalmente contra ele. Fachin então solicitou esclarecimentos aos dois ministros, à PGR e à direção da Polícia Federal. Os envolvidos receberam prazo de cinco dias para se manifestar sobre a crise. Em 4 de setembro, Fachin retirou a análise contra Mendonça do inquérito das Fake News. No mesmo dia, defendeu a necessidade de encerrar a investigação durante evento ao lado de Lula. A crise expõe uma grave disputa interna no STF e aumenta a pressão por transparência e esclarecimentos públicos. 

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