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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

FACHIN DETERMINA RETIRADA DE SIGILO DAS INVESTIGAÇÕES DO BANCO MASTER


O presidente do STF, Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça retire, em até 24 horas, o sigilo de todos os documentos das investigações sobre o Banco Master na Corte. 
A decisão atende a pedido da Procuradoria-Geral da República, assinado pelo vice-PGR Hindemburgo Chateaubriand. Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também solicitaram a ampliação da publicidade dos documentos relacionados ao caso. Fachin determinou que o material seja enviado aos gabinetes dos ministros, exceto documentos que possam comprometer diligências em andamento ou futuras. Na quinta-feira (10), Mendonça havia retirado o sigilo de parte dos processos, incluindo a Petição 15.556, que originou a investigação no STF. Segundo a PGR, porém, grande parte dos procedimentos ligados à Operação Compliance Zero continuava sob sigilo. O vice-PGR afirmou que a manutenção parcial do segredo poderia transmitir uma ideia equivocada sobre a transparência adotada no caso. O Ministério Público pediu o levantamento do sigilo de todas as peças vinculadas à Petição 15.556, ressalvadas diligências ainda em andamento. O procurador-geral Paulo Gonet, citado em mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, não assinou o pedido. Moraes também reclamou a Fachin que Mendonça teria feito uma "escolha seletiva" dos documentos divulgados. Segundo Moraes, 180 documentos não foram apresentados e apenas o material considerado conveniente pelo relator teria sido tornado público. Mendonça retirou o sigilo de 14 procedimentos, além do processo principal.

Para Moraes, a medida não teria cumprido integralmente a determinação de Fachin. Zanin, por sua vez, pediu acesso integral às mídias do celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal em novembro de 2025. Mendonça liberou os relatórios da PF sobre o conteúdo do aparelho, mas não fotos, vídeos e demais arquivos originais. Zanin afirmou que o acesso completo é necessário para uma análise adequada do julgamento marcado para terça-feira (15). O plenário deverá examinar relatório da PF que aponta Moraes como interlocutor de Vorcaro. O julgamento poderá determinar a abertura de investigação contra Moraes ou anular o relatório, conforme pedido da PGR. As revelações também envolvem o contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, com o Banco Master. O documento teria sido editado pelo próprio Moraes. Assinado em 2024, o contrato previa "consultoria estratégica" em procedimentos perante a PF, Polícias Civis, Banco Central, Receita Federal e Cade. O caso amplia a crise institucional no STF e a pressão por transparência nas investigações envolvendo o Banco Master. 

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