Pela primeira vez desde o início da guerra, a Rússia atacou a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), principal agência de inteligência do país. Um drone atingiu ontem, 4, o escritório de Oleksandr Poklad, diretor interino do órgão, que não estava no local. Cinco pessoas ficaram feridas, segundo o presidente Volodimir Zelenski. O prédio, localizado na rua Volodimirska, em Kiev, apresentou danos e colunas de fumaça após a explosão. Ataques a edifícios do governo ucraniano são raros, embora setores mais radicais da Rússia defendam ações diretas contra a liderança de Kiev. O SBU é considerado um dos órgãos mais importantes da Ucrânia, atuando tanto na segurança interna quanto em operações militares. A agência controla o Grupo Alfa, responsável por ataques com drones, mísseis e infiltrações em território russo. Em 2025, o grupo ganhou destaque ao atingir cinco bases aéreas russas com drones contrabandeados, causando perdas significativas à aviação de bombardeiros de Moscou. A Rússia não comentou oficialmente o ataque. O episódio ocorreu após a Ucrânia pedir à Organização Internacional de Aviação Civil que recomende às companhias aéreas evitar todo o espaço aéreo russo, devido ao aumento do uso de drones e mísseis.
Moscou reagiu afirmando que o pedido não tem validade jurídica e distorce a realidade. Desde o início da guerra, empresas ocidentais e parte das asiáticas deixaram de voar para a Rússia, enquanto rotas alternativas passaram a contornar áreas de conflito. Companhias como Turkish Airlines e Emirates mantêm voos para cidades russas, adotando desvios para evitar riscos. A preocupação do setor aéreo é reforçada por episódios como a derrubada do voo MH17, da Malaysia Airlines, em 2014, e o abate acidental de um Embraer-190 da Azerbaijan em 2024. Até o momento, poucas empresas atenderam ao pedido da Ucrânia; entre elas, a Air Tanzania suspendeu operações para a Rússia.
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