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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

TRUMP E NETANYAHU MENTEM SOBRE FIM DA GUERRA


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem, 9, que a guerra com o Irã terminará “imediatamente após” as eleições de meio de mandato, em novembro. 
Segundo Trump, Teerã tenta influenciar a votação, mas não conseguirá resistir por muito tempo à pressão econômica americana. “Acho que a guerra vai acabar imediatamente após a eleição, porque eles não conseguem mais resistir”, declarou. O conflito entrou no sétimo mês sem perspectiva concreta de encerramento. Nos primeiros meses, Trump já havia previsto diversas vezes que a guerra estaria próxima do fim, o que não ocorreu. Ontem, o Irã afirmou ter atacado dez navios perto do estreito de Hormuz. A ação ocorreu após os Estados Unidos afundarem cinco petroleiros iranianos. A intensificação dos combates provocou forte alta no preço do petróleo, que superou US$ 100. A aprovação de Trump caiu a níveis recordes, pressionada pela guerra e pela crise do custo de vida. As eleições de meio de mandato estão marcadas para 3 de novembro e podem retirar dos republicanos o controle do Congresso. Trump também prevê queda do petróleo após o fim da guerra, mas admite que negociações diplomáticas ainda são possíveis. “Uma negociação pode ocorrer, mas não é algo que estejamos considerando”, afirmou.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, adotou tom semelhante ao dizer que o Irã está próximo do colapso. Durante visita a tropas israelenses no sul da Síria, Netanyahu afirmou que ainda há trabalho a fazer. Segundo ele, a principal tarefa é derrubar o regime iraniano, que estaria perto de entrar em colapso. Netanyahu também afirmou que o enfraquecimento do Irã atingirá seus grupos aliados no Oriente Médio. As forças israelenses permanecem no sul da Síria desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Israel ocupa uma antiga zona-tampão entre suas tropas e as forças sírias nas colinas de Golã. Netanyahu declarou que Israel não permitirá a instalação de um “Exército terrorista” em sua fronteira. A visita do premiê israelense provocou forte condenação de Damasco. O governo sírio classificou a entrada de Netanyahu como ilegal, provocativa e violadora da soberania nacional. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, acompanhou Netanyahu na visita ao monte Hermon. Katz afirmou que as tropas israelenses permanecerão na chamada zona de segurança. Ele também ameaçou o Irã, dizendo que Israel poderá atacá-lo novamente para neutralizar ameaças. Netanyahu já havia visitado tropas israelenses na Síria em dezembro de 2024 e novembro de 2025. Katz esteve na região há duas semanas, também provocando críticas de Damasco. A Síria foi durante décadas uma importante aliada do Irã e abrigava grupos paramilitares ligados a Teerã. Essa aliança terminou após a queda de Bashar al-Assad e a mudança de poder no país. Desde então, Israel realizou centenas de ataques na Síria e repetidas incursões em seu território. As autoridades israelenses afirmam que manterão tropas na zona de segurança para ampliar a área desmilitarizada. 

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