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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

IMPRENSA INTERNACIONAL REPERCUTE DECISÃO DO MINISTRO MENDONÇA


A imprensa internacional repercutiu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 
O jornal espanhol El País classificou a medida como uma escalada da crise interna no STF e afirmou que o conflito poderá influenciar as eleições presidenciais marcadas para 4 de outubro. A Segunda Turma do STF formou maioria para referendar o afastamento preventivo dos delegados, mas a conclusão do julgamento foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A Advocacia-Geral da União pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que contestasse a decisão de Mendonça, depois que Fachin concedeu 72 horas para que o ministro apresentasse manifestação. Em apoio a Andrei Rodrigues, os 11 diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, classificando o afastamento como resultado de ataques injustificados. A crise ganhou novos contornos após Alexandre de Moraes pedir investigação contra Mendonça no âmbito do Inquérito das Fake News. Antes disso, Mendonça havia retirado o sigilo de relatório da PF sobre contatos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Segundo o El País, o episódio desencadeou uma disputa sem precedentes entre ministros do STF. Reuters e Associated Press também destacaram o agravamento da crise e seus possíveis reflexos políticos. A Reuters ressaltou que a oposição busca associar o presidente Lula a Moraes e utilizar a crise para fortalecer a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A Associated Press afirmou que o conflito no Supremo também arrasta o governo Lula para o centro do turbilhão político. Com menos de um mês para o primeiro turno, pesquisas reunidas pela BBC indicavam Lula com 38% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 33%. Em eventual segundo turno, Flávio aparecia com 45% e Lula com 44%, evidenciando uma disputa acirrada. 

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