Pesquisar este blog

terça-feira, 1 de setembro de 2026

LIBERADOS MEDICAMENTOS CONTRA O CÂNCER


O Ministério da Saúde disponibilizará, a partir de outubro, três novos medicamentos contra o câncer de pulmão no SUS: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. 
Os tratamentos serão financiados pelo programa Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco). A medida deve beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes, alguns à espera do tratamento há mais de dez anos. Brigatinibe e gefitinibe são administrados por via oral, em comprimidos ou cápsulas. Eles atuam sobre alterações específicas das células cancerígenas e podem ser usados em casa. Na rede privada, esses medicamentos podem custar mais de R$ 600 mil por ano. Já o durvalumabe é aplicado por infusão intravenosa em hospitais ou clínicas. Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação das opções fortalece a assistência oncológica. Por meio do AF-Onco, serão ofertados 23 medicamentos oncológicos de alto custo. A iniciativa representa aumento de 35% na oferta de tratamentos na rede pública. A pasta estima que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas pelo programa. Para o oncologista Rodrigo Nery, os medicamentos orais trazem mais conforto e autonomia. O paciente pode realizar parte do tratamento em casa, reduzindo deslocamentos ao hospital. A facilidade é especialmente importante para pessoas fragilizadas ou que vivem longe dos centros médicos. Nery ressalta, porém, que o tratamento oral não é simples nem livre de efeitos colaterais.

Os pacientes continuam necessitando de acompanhamento médico e exames periódicos. Também podem ser necessários ajustes nas doses durante o tratamento. O durvalumabe estimula o sistema imunológico a combater os tumores. Ele é indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser operados. O medicamento pode proporcionar ganhos importantes na sobrevida dos pacientes. Na rede privada, seu custo pode superar R$ 640 mil por ano. O tratamento é destinado a pacientes que ainda apresentam possibilidade de cura. Inicialmente, eles recebem radioterapia associada à quimioterapia. Se a doença não evoluir, passam a utilizar o durvalumabe por até um ano. Estudos apontam benefício significativo da imunoterapia na sobrevivência. Cerca de 43% dos pacientes tratados com durvalumabe estavam vivos após cinco anos. Entre os que não receberam a imunoterapia, o índice foi de aproximadamente 33%. A inclusão dos medicamentos no SUS amplia o acesso a terapias modernas e de alto custo. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário