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terça-feira, 1 de setembro de 2026

RÚSSIA PROSSEGUE COM ATAQUES, MAS UCRÂNIA REVIDA


Pela sexta noite seguida, ataques aéreos da Rússia atingiram Kiev e o entorno da capital ucraniana. 
Ao menos 12 pessoas morreram na ação, que atingiu áreas residenciais e a infraestrutura ferroviária. Os ataques refletem uma nova estratégia das forças de Vladimir Putin na guerra iniciada em 2022. Moscou passou a alternar mega-ataques com ondas constantes e mais focadas. Segundo a Força Aérea ucraniana, 218 drones foram usados e 187 foram abatidos. Também foram interceptados mísseis de cruzeiro e ao menos cinco balísticos.
A Ucrânia enfrenta dificuldades devido ao limitado fornecimento de munição para os sistemas Patriot. A Rússia ampliou o uso de drones a jato Gerânio-2, versão do iraniano Shahed-136. Esses drones chegam a 600 km/h, dificultando sua interceptação pelas defesas ucranianas. A taxa de abatimento dos modelos a jato é de cerca de 60%, contra até 90% dos antigos. As ondas de drones procuram saturar as defesas aéreas e abrir caminho para os mísseis. Segundo Iurii Ihnat, cerca de 90 drones a jato foram lançados contra a Ucrânia por dia em agosto. O mês registrou elevada mortalidade de civis no conflito. Dados da Acled indicam média de 20 mortos por dia até 20 de agosto, sendo 15 na Ucrânia. Julho já havia sido o mês mais letal para civis desde março de 2022. No sábado (29), 38 pessoas morreram em um ataque no subúrbio de Butcha, perto de Kiev. A região portuária de Odessa também foi alvo de ataques russos.

Em resposta, a Ucrânia lançou drones contra instalações estratégicas em território russo. Entre os alvos estava o terminal petrolífero de Ust-Luga, perto de São Petersburgo. Ataques também atingiram áreas próximas a uma refinaria em Samara e a região de Belgorod. A ofensiva ucraniana provocou mortes e uma crise de abastecimento de combustível na Rússia. Bombardeios também afetaram centros logísticos das empresas Wildberries e Ozon. A violência entre os dois países atingiu o maior número de incidentes de toda a guerra. O cenário reflete a falta de avanços diplomáticos e o aumento das tensões entre Moscou e o Ocidente. A Rússia também elevou o tom contra países europeus e aliados da Ucrânia. A porta-voz Maria Zakharova ameaçou com uma resposta “decisiva e devastadora”. A Estônia afirmou que drones ucranianos chegaram a entrar em seu espaço aéreo. Moscou também criticou a cooperação militar entre Reino Unido e Ucrânia. A Rússia ainda condenou exercícios militares de Japão, EUA e Austrália no Pacífico. Moscou considera provocativa a presença de lançadores Typhon, capazes de disparar mísseis Tomahawk. 

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