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domingo, 13 de setembro de 2026

PESQUISA APONTA PARA PUNIÇÃO DE MINISTROS


Para 28% dos brasileiros, Alexandre de Moraes deveria sofrer impeachment, 
enquanto 34% defendem seu afastamento temporário. Em relação a André Mendonça, os índices são de 12% e 37%, respectivamente. Os dados são da mais recente pesquisa Datafolha sobre a crise no STF. Moraes e Mendonça estão em lados opostos no caso do Banco Master, que já ultrapassou os limites do Supremo e chegou à campanha presidencial. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas em 125 cidades, entre os dias 8 e 10. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela TV Globo. Mendonça divulgou relatório sigiloso com detalhes das relações de Moraes com Vorcaro, incluindo o contrato de R$ 131 milhões com o escritório da mulher do ministro. Também vieram a público mensagens em que Vorcaro questionava Moraes sobre a possibilidade de fugir do país para escapar da prisão. O ex-banqueiro acabou preso, acusado de comandar uma grande fraude bancária. Moraes pediu apuração sobre a legalidade das ações de Mendonça. Em resposta, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF e do chefe da inteligência da instituição, sugerindo conluio com Moraes. A crise passou a integrar a disputa presidencial de 2026 e Flávio Bolsonaro declarou apoio a Mendonça e passou a atacar Moraes, associando o ministro ao presidente Lula, seu adversário eleitoral.

Segundo o Datafolha, 7% não veem nada de errado na atuação de Moraes. Outros 5% consideram que não há problema porque as provas de Mendonça seriam ilegais. Além disso, 13% defendem a renúncia de Moraes. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 50% defendem o impeachment de Moraes, percentual que cai para 9% entre os apoiadores de Lula. Sobre Mendonça, 25% não veem ilegalidade em sua atuação e 11% defendem renúncia. Entre eleitores de Flávio, 48% não identificam irregularidades em Mendonça. Já entre lulistas, 49% defendem o afastamento do ministro. Edson Fachin suspendeu medidas dos dois ministros numa tentativa de conter a crise. Na sequência, Flávio Dino autorizou operação que trouxe novamente o caso Dark Horse. Fachin determinou o fim do sigilo do caso Master, e Mendonça foi obrigado a ampliar a transparência. 

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