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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

TRUMP QUER MUDAR REGRAS PARA ELEIÇÃO EM NOVEMBRO


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ontem, 3, à Suprema Corte autorização para aplicar uma nova regra que restringe o voto pelo correio. 
A modalidade é amplamente usada nos EUA, sobretudo por idosos, pessoas com dificuldade de locomoção, moradores de áreas afastadas e eleitores que viajam no dia da eleição. Em 2024, quase um terço dos eleitores utilizou cédulas enviadas pelo correio na eleição presidencial vencida por Trump. O pedido ocorre após uma juíza federal de Boston suspender temporariamente a nova norma antes das eleições legislativas de novembro. O Departamento de Justiça quer que a Suprema Corte derrube a decisão da juíza Indira Talwani. A regra determina novos requisitos para informações dos eleitores e para os envelopes das cédulas, além de permitir a recusa de correspondências fora dos padrões. Os estados também teriam de fornecer listas de eleitores autorizados a receber cédulas e utilizar envelopes aprovados pelo serviço postal, com códigos de barras exclusivos. Críticos afirmam que as medidas podem impedir milhares de votos legítimos às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. A disputa ocorre em meio à tentativa dos republicanos de manter o controle do Congresso. Opositores dizem que as restrições podem favorecer os republicanos, pois eleitores democratas tradicionalmente recorrem mais ao voto pelo correio. Esta é a segunda vez que o governo Trump recorre à Suprema Corte para defender a medida.

Em 24 de agosto, a corte, de maioria conservadora, derrubou uma liminar anterior contra o decreto presidencial. Trump assinou o decreto em março e há anos questiona a segurança do voto pelo correio, embora evidências de fraude eleitoral generalizada sejam raras. Em sua petição, o governo afirmou que a medida busca impedir o uso do serviço postal para fraudes eleitorais. Estados, principalmente governados por democratas, e grupos de defesa do direito ao voto contestam a nova regra. Talwani suspendeu a norma por 14 dias e considerou provável que ela viole a Constituição, que atribui aos estados a administração das eleições. 

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