PORTE DE ARMA PARA MÉDICOS E PROFESSORESMEDICAMENTOS COM VALORES SUPERIORES À AQUISIÇÃO
HOMEM, ACUSADO DE CENTENAS DE CRIMES
PORTE DE ARMA PARA MÉDICOS E PROFESSORESMEDICAMENTOS COM VALORES SUPERIORES À AQUISIÇÃO
HOMEM, ACUSADO DE CENTENAS DE CRIMESContrariando expectativas, a Suprema Corte dos EUA não divulgou nesta sexta-feira (9/1) decisão sobre a legalidade do decreto de Donald Trump que impôs tarifas a importações de quase todos os países. Com expectativa de que o decreto seja declarado inconstitucional, mais de mil empresas já processaram o governo, pedindo restituição de tarifas pagas. A Corte havia indicado que esta seria a primeira data de divulgação de decisões em 2026, mas o anúncio foi adiado para a próxima quarta-feira (14/1). A postergação aumentou a ansiedade das empresas, que esperavam a decisão na primeira leva devido à aceleração do julgamento solicitada pelo próprio governo Trump. Até dezembro, o governo arrecadou cerca de US$ 200 bilhões em tarifas, embora nem todas estejam incluídas no processo. A devolução estimada é de US$ 133 bilhões. Caso as tarifas sejam consideradas ilegais, mais de 300 mil empresas poderão ser reembolsadas, referentes a cerca de 34 milhões de importações.
Há precedente: em 1998, a Corte declarou inconstitucional um imposto portuário, gerando reembolsos em massa, que demoraram até dois anos. Agora, a Alfândega dos EUA afirma que o processo será mais ágil, com sistema eletrônico a partir de 12 de fevereiro e fim dos cheques em papel. Trump ainda espera apoio da maioria republicana da Corte para manter seu decreto, chamado de “Dia da Libertação”. Tribunais inferiores, porém, já decidiram que o presidente excedeu sua autoridade, pois a Constituição atribui ao Congresso o poder de impor tarifas. Na audiência de novembro, ao menos seis ministros sinalizaram voto contra o decreto, por entenderem que a lei de emergência não autoriza tarifas globais.
O Ministério Público do Pará investiga um suposto esquema criminoso envolvendo dois delegados da Polícia Civil, um promotor de Justiça e um juiz. O grupo teria burlado a distribuição de processos em Belém e cobrado propina de investigados. Também são investigados uma promotora, assessores e advogados que teriam intermediado pagamentos ilegais. As cobranças ocorreram em casos de dívidas cíveis, jogos de aposta e acidentes de trânsito. Um relatório de 552 páginas foi enviado ao Tribunal de Justiça do Pará. O processo tramita na segunda instância devido ao foro dos envolvidos. A Procuradoria-Geral pediu afastamentos, quebras de sigilo e buscas para aprofundar as investigações.
Depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar “atacar por terra” cartéis de drogas no México, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que pretende fortalecer a coordenação do acordo bilateral de segurança. Segundo ela, o foco será o combate aos narcotraficantes, sem aceitar intervenções militares. Sheinbaum disse ter pedido ao chanceler Juan Ramón de la Fuente que dialogue com o Departamento de Estado e, se necessário, com o próprio Trump para ampliar a cooperação. Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que “os cartéis dominam o México”, o que, segundo ele, justificaria uma ofensiva terrestre após operações marítimas. O presidente não detalhou datas nem locais da possível ação. Recentemente, os EUA também realizaram incursões na costa da Venezuela, alegando combater o narcotráfico e grupos considerados terroristas. Pelo direito internacional, um país só pode invadir outro em caso de ataque ou com autorização do Conselho de Segurança da ONU. No caso venezuelano, o órgão não foi consultado.
Falando a apoiadores nesta sexta-feira (9/1), o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, classificou como “bando de vândalos” os manifestantes que tomaram as ruas do país e afirmou que eles agem para “agradar” o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Irã enfrenta uma onda de protestos em pelo menos metade de suas províncias, com mais de 40 mortos. Segundo Khamenei, os atos de destruição ocorrem após Trump declarar apoio aos manifestantes, o que chamou de “alegação absurda”. Em discurso transmitido pela TV estatal, o líder iraniano disse que Trump deveria “governar seu próprio país” e afirmou que o presidente americano tem as mãos “manchadas de sangue” de iranianos mortos na guerra de 12 dias com Israel. Khamenei declarou ainda que pessoas “inexperientes” acreditam em Trump e promovem vandalismo para agradá-lo, ressaltando que a República Islâmica não recuará diante de quem questione suas origens. Os protestos começaram em 28 de dezembro, em Teerã, após nova queda do rial frente ao dólar. A moeda atingiu mínima histórica, enquanto a inflação chegou a 40%, agravada por sanções internacionais, má gestão e corrupção.
Em 13 dias, manifestações ocorreram em ao menos 17 das 31 províncias, segundo a BBC. Imagens verificadas mostram atos em mais de 50 cidades, inclusive em áreas antes leais ao regime. Organizações de direitos humanos relatam entre 48 e 51 manifestantes mortos, incluindo crianças. A imprensa internacional enfrenta restrições no país, e a internet foi amplamente bloqueada. A tensão aumentou após Trump ameaçar “atacar o Irã com muita força” caso civis sejam mortos. O bloqueio da internet busca conter a mobilização, em cenário semelhante aos protestos de 2022 após a morte de Mahsa Amini.
Podemos distinguir se estamos conversando com um ser humano ou com uma inteligência artificial (IA)? Essa pergunta acompanha o debate sobre a inteligência das máquinas há décadas e tem origem no Teste de Turing, proposto por Alan Turing em 1950. O teste avalia se o comportamento de um computador é indistinguível do de um humano em uma conversa por texto. Se isso ocorrer, a máquina poderia ser considerada “inteligente”. Em 2014, o chatbot Eugene Goostman convenceu 33% dos juízes de que era humano, gerando controvérsia. Ele se passava por um adolescente ucraniano, o que, para críticos, facilitou esconder suas limitações. Mais recentemente, estudos indicaram que o ChatGPT 4.5 foi julgado como humano em 73% das vezes, superando até participantes humanos. Apesar disso, muitos questionam se passar no teste prova pensamento real.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para reduzir sua pena por meio da leitura de livros, conforme resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O pedido reacendeu debates porque Bolsonaro já declarou publicamente, em diversas ocasiões, que não tem hábito de ler livros, evita jornais e se informa principalmente por redes sociais, mensagens e relatórios técnicos. Atualmente, ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses no complexo da Polícia Federal, em Brasília, por tentativa de golpe. Em fevereiro de 2023, Bolsonaro afirmou que havia deixado de ler jornais há três anos, alegando que as notícias trazem uma “carga negativa”. Em janeiro de 2025, voltou a dizer que não lê livros por falta de tempo, afirmando que prioriza informações recebidas por WhatsApp e documentos técnicos. Na ocasião, declarou que não lê romances e que prefere relatórios, citando um documento do Congresso dos Estados Unidos sobre Covid e vacinas.
Bolsonaro também afirmou não ter interesse por cinema e disse que seu lazer se resume a assistir futebol. Declarações semelhantes foram feitas em 2021 e 2020, quando afirmou não ler livros e, às vezes, apenas a ementa de decretos que assinava. O pedido de remição de pena se baseia em norma do CNJ que permite reduzir quatro dias da pena por livro lido e avaliado. A defesa afirma que Bolsonaro deseja participar de atividades educativas e culturais previstas na legislação. O requerimento será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Donald Trump ameaçou ontem, 8, atacar por terra cartéis de drogas no México. Em entrevista à Fox News, o presidente dos EUA afirmou: “Vamos começar a atacar os cartéis por terra”. Segundo Trump, os grupos criminosos “mandam no México”. O republicano já havia feito ameaças semelhantes em 2025. Na ocasião, falou em incursões militares em território mexicano. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou qualquer intervenção. Ela afirmou que ações desse tipo violariam a soberania do país. Apesar das tensões, o México intensificou o combate ao narcotráfico. O objetivo é frear o envio de drogas sintéticas aos Estados Unidos. Entre elas está o fentanil, opioide no centro de uma grave crise. Em dezembro, Trump assinou decreto que equipara o fentanil a arma de destruição em massa.
As forças de Vladimir Putin usaram o supermíssil Orechnik em um grande ataque aéreo à Ucrânia na noite de ontem, 8. O míssil balístico russo, projetado para guerras nucleares, já havia sido testado em novembro de 2024. Moscou disse que a ação foi retaliação a uma suposta tentativa ucraniana de atacar uma residência de verão de Putin. Volodimir Zelenski negou a acusação e afirmou que a Rússia quer sabotar negociações de paz. O ataque ocorre em meio a esforços europeus por um acordo favorável a Kiev. Também acontece um dia após os EUA apreenderem um petroleiro russo com óleo venezuelano embargado. Até então, a reação russa ao caso havia sido discreta. No de hoje, 9, a Ucrânia convocou reuniões de emergência com a Otan e o Conselho de Segurança da ONU. Kiev tentou minimizar o impacto, considerado mais simbólico do que militar. O alvo teria sido o maior depósito subterrâneo de gás da Europa, em Strii. A área fica na região de Lviv, perto da fronteira com a Polônia. Câmeras registraram clarões às 23h46, seguidos de ataques em todo o país. Foram lançados 36 mísseis e 242 drones. Em Kiev, ao menos quatro pessoas morreram. O Kremlin já havia indicado que escolhera alvos para um ataque retaliatório.
Em 2024, Putin mencionou atingir “centros de decisão” em Kiev. Zelenski relatou movimentos suspeitos na base de Kasputin Iar antes do ataque. O local fica a cerca de 1.800 km de Lviv. As ogivas atingiram o alvo a Mach 11, cerca de 13,5 mil km/h. Vídeos mostraram múltiplas ogivas reentrando na atmosfera envoltas em plasma. Equipes não encontraram resíduos radioativos no local. Um alerta de lançamento foi emitido 11 minutos antes das explosões. Houve apagões em Lviv e em partes de Kiev. A Ucrânia disse que apenas uma fábrica foi atingida. O Orechnik pode levar até seis ogivas independentes, típicas de armas nucleares. Nesta ação, as ogivas não tinham explosivos, apenas energia cinética. A arma é difícil de detectar e interceptar pela defesa ucraniana. Putin promove o míssil como invencível e anunciou unidade em Belarus. O ataque sinaliza força às negociações com os EUA e a Donald Trump. O contexto inclui o fim iminente de tratados de controle de mísseis.
O Exército de Israel afirmou ontem, 8, ter atacado um local de lançamento de foguetes próximo à Cidade de Gaza após detectar uma tentativa fracassada de disparo. Segundo os militares, o projétil não chegou a cruzar para o território israelense. Autoridades de saúde palestinas, ligadas ao Hamas, acusaram Israel de realizar outros dois ataques horas depois, que teriam deixado ao menos quatro mortos. Um deles teria atingido uma tenda em Khan Yunis, no sul de Gaza, matando três pessoas e ferindo outras três, incluindo crianças. Outro ataque no leste da Cidade de Gaza teria matado uma pessoa. Até a última atualização, Israel não comentou esses relatos. Os episódios ocorrem em meio às incertezas sobre a próxima fase do cessar-fogo firmado em outubro do ano passado, que não avançou além da primeira etapa. Nela, os combates foram interrompidos, Israel se retirou parcialmente de Gaza e o Hamas libertou reféns em troca de prisioneiros palestinos.
O governo de Binyamin Netanyahu aguarda a devolução dos últimos corpos de reféns e afirma que não avançará na trégua antes disso. Israel também condiciona a reabertura da passagem de Rafah à entrega total dos corpos. Fases futuras do acordo preveem o desarmamento do Hamas, nova retirada israelense e a reconstrução de Gaza com apoio internacional. Desde o início do cessar-fogo, mais de 400 palestinos e três soldados israelenses morreram. Israel e Hamas seguem trocando acusações de violação da trégua.