Pesquisar este blog

sábado, 14 de março de 2026

RADAR JUDICIAL

Sugestão previa envio de detentos para prisões brasileiras e cobrança por  plano de combate a organizações criminosas O governo do presidente dos  Estados Unidos, Donald Trump, propôs que o Brasil passe aLULA REJEITA PROPOSTA DE TRUMP PARA RECEBER PRESOS 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou uma proposta do governo de Donald Trump para que o Brasil receba em suas prisões estrangeiros capturados nos Estados Unidos. Diplomatas brasileiros afirmam que a proposta americana não menciona classificar facções do país como terroristas. A demanda faz parte de contrapropostas dos EUA ao plano de cooperação contra o crime organizado apresentado por Lula em conversa com Trump no ano passado. Entre os pedidos americanos estão: apresentação de um plano para acabar com as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho(CV); compartilhamento de dados biométricos de estrangeiros e refugiados; ampliação da troca de informações sobre transações em criptomoedas. O Brasil já recusou dois pontos: receber presos estrangeiros e compartilhar dados biométricos de refugiados. Segundo interlocutores do governo, a transferência de detentos não está prevista na legislação brasileira. Também há avaliação de que o compartilhamento de dados biométricos violaria a Lei Geral de Proteção de Dados(LGPD). Autoridades afirmam ainda que o país já possui programas estruturados para enfrentar as facções criminosas. Diplomatas dizem que divergências fazem parte das negociações em andamento entre os dois países.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou  atrás e revogou, nesta quinta-feira (12), a autorização que permitia a  visita de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado ligadoASSESSOR DE TRUMP MENTE EM PEDIDO DE VISITA 

A revogação do visto de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, ocorreu porque, segundo o Ministério das Relações Exteriores, ele teria omitido ou falseado informações relevantes sobre o motivo da visita ao solicitar o visto. O cancelamento foi anunciado ontem, 13, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista afirmou que a medida também é uma resposta ao fato de os Estados Unidos manterem suspenso o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Durante evento no Rio de Janeiro, na inauguração do setor de traumas do Hospital Andaraí, Lula declarou que proibiu a entrada do assessor no país enquanto o visto de Padilha permanecer bloqueado. Beattie, ligado ao governo de Donald Trump, viria ao Brasil na próxima semana para reuniões com representantes da oposição ao governo. Um dos planos era visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no Complexo da Papuda, onde ele está preso após condenação por tentativa de golpe de Estado. O pedido de visita, no entanto, foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

BYD anuncia fábrica na Bahia com investimento de R$ 3 bilhõesBYD, NA BAHIA, TEM ENCOMENDA DE 100 MIL VEÍCULOS

BYD anunciou que sua fábrica em Camaçari já recebeu encomendas de 100 mil veículos para exportação, sendo 50 mil para a Argentina e 50 mil para o Mexico. O anúncio foi feito ontem, 13, durante evento no Rio de Janeiro com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A fábrica baiana tem capacidade inicial para produzir 150 mil veículos por ano, com planos de expansão gradual até 600 mil unidades anuais. A montadora iniciou um segundo turno de produção em novembro, um mês após a inauguração do complexo. Atualmente, a planta produz os modelos Dolphin Mini, King e Song Pro. Segundo a Fenabrave, a BYD vendeu cerca de 113 mil carros no Brasil no ano passado, tornando o país seu maior mercado fora da China. A presidente da BYD para as Américas, Stella Li, afirmou que as encomendas serão atendidas pela unidade de Camaçari, única fábrica de carros da empresa no continente. A companhia também anunciou investimento de R$ 300 milhões em um centro de pesquisa no Aeroporto Internacional do Galeão. O espaço será voltado a testes e desenvolvimento de veículos em condições reais de uso. As obras devem começar ainda este ano e têm conclusão prevista para 2028.

BOLSONARO É HOSPITALIZADO

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado novamente a um hospital após apresentar mal-estar, informou o senador Flávio Bolsonaro (PL) ontem, 13. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, ele saiu da unidade penitenciária em uma ambulância do Samu com destino ao hospital DF Star, em Brasília. De acordo com Flávio, informações preliminares indicam que o ex-presidente acordou com calafrios e crises de vômitos. “Acabo de receber a notícia de que meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez”, escreveu o senador nas redes sociais. Na mesma publicação, ele pediu apoio e orações para que o quadro não seja grave. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se manifestou e compartilhou uma mensagem religiosa. “Deus está no controle de todas as coisas. Meu amor vai ficar bem”, afirmou. Bolsonaro enfrenta problemas de saúde desde 2018, quando foi esfaqueado durante a campanha eleitoral. O ataque ocorreu em Juiz de Fora (MG) e provocou diversas cirurgias e internações desde então. Atualmente, ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses no presídio conhecido como Papudinha, no complexo da Papuda, em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado.

EUA ATACAM ILHA DE KHARG

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (13) que forças americanas atacaram a Ilha de Kharg, de onde sai mais de 90% do petróleo exportado pelo país. Segundo Trump, o bombardeio do Comando Central destruiu alvos militares estratégicos na ilha, mas evitou atingir a infraestrutura petrolífera para não provocar impactos maiores no mercado global. O presidente afirmou que poderá rever essa decisão caso o Irã ou outros países interfiram na navegação pelo Estreito de Hormuz. Militares americanos informaram que mais de 90 alvos iranianos foram atingidos na operação. Após o ataque, a Guarda Revolucionária Islâmica declarou que instalações ligadas aos EUA nos Emirados Árabes Unidos passaram a ser alvos legítimos. O ministro da Defesa de IsraelIsrael Katz, elogiou a ofensiva e disse que a guerra contra Teerã entrou em fase decisiva. Ataques de EUA e Israel já atingiam várias regiões iranianas, mas evitavam Kharg por receio de disparada no preço do petróleo. Mesmo assim, o barril voltou a superar US$ 100 nesta semana, refletindo a tensão no Oriente Médio. Trump também concedeu isenção temporária para compras de petróleo russo sancionado, medida criticada por aliados europeus. A ilha concentra grande parte da infraestrutura de exportação do Irã e é vital para a economia do país. A destruição de seus tanques poderia interromper quase totalmente as vendas externas de petróleo iraniano. Trump afirmou ainda que os EUA poderão escoltar petroleiros no Estreito de Hormuz e prometeu novos ataques “com muita força” nos próximos dias.

Salvador, 14 de março de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário