O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone ontem, 9, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e apresentou propostas para uma rápida resolução da guerra envolvendo o Irã, segundo o assessor de política externa do Kremlin, Iuri Ushakov. Durante a ligação, os dois líderes também discutiram o conflito na Ucrânia e a situação da Venezuela, temas relacionados ao cenário do mercado global de petróleo. A Casa Branca ainda não comentou oficialmente o diálogo, que teria durado cerca de uma hora. Mais cedo, Trump afirmou acreditar que a guerra contra o Irã está “praticamente concluída” e que os Estados Unidos estão “muito à frente” da estimativa inicial de quatro a cinco semanas para o fim do conflito. Segundo ele, o país adversário já não teria marinha, comunicações ou força aérea capazes de sustentar o confronto. Trump também disse que não tinha mensagem para o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, embora tenha criticado sua escolha para o cargo. No mesmo dia, Putin prometeu “apoio inabalável” ao novo líder iraniano, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no início dos ataques lançados por Israel e pelos EUA.
O presidente russo afirmou que Moscou continuará sendo um parceiro confiável da República Islâmica e demonstrou solidariedade ao país diante do que chamou de agressão armada. Apesar da proximidade entre Rússia e Irã, Moscou não entrou diretamente na guerra. No início do conflito, o governo russo apenas condenou os ataques americanos e israelenses, classificando-os como um ato deliberado contra um Estado soberano. Reportagem do jornal The Washington Post afirmou que a Rússia teria fornecido informações de inteligência ao Irã sobre alvos americanos no Oriente Médio, algo que Trump negou. Em meio às discussões diplomáticas, o vice-chanceler iraniano Kazem Gharibabadi declarou que países como China, Rússia e França procuraram Teerã para discutir um possível cessar-fogo. Segundo ele, a principal condição do Irã para uma trégua é que não ocorram novas agressões militares.
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