Foi a primeira ação do tipo no mundo desde a Guerra das Malvinas; os EUA não realizavam operação semelhante desde 1945. O episódio evidencia a expansão da guerra no Oriente Médio para águas a 3.500 km do principal teatro de operações. Em 4 de março de 2026, um submarino dos Estados Unidos afundou uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, longe da zona central do conflito iniciado por Washington e Tel Aviv contra Teerã em 28 de fevereiro. Até esta quarta-feira (4), 87 corpos haviam sido recuperados pelo governo local. Outros 32 marinheiros do IRIS Dena foram resgatados, e cerca de 60 seguem desaparecidos. A ação simboliza tanto o alargamento geográfico da guerra quanto a tentativa iraniana de proteger seus principais ativos navais. Foi o primeiro ataque desse tipo desde 1982. Em 2 de maio daquele ano, o submarino britânico HMS Conqueror afundou o cruzador argentino ARA General Belgrano, matando 323 de 1.138 tripulantes. A perda representou metade das baixas argentinas na campanha britânica para retomar as ilhas Falkland, ocupadas por Buenos Aires e chamadas de Malvinas.
Para a Marinha americana, foi também a primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945, contra o Japão, que um submarino afundou um navio inimigo. Segundo o Pentágono, foi empregado um submarino de ataque não identificado. A força opera três classes, sendo a mais numerosa a Los Angeles, com 40 unidades. Foi disparado um torpedo pesado Mk48, com ogiva de 293 kg e custo estimado em R$ 25 milhões. A Dena, comissionada em 2021, era um dos navios mais modernos do Irã. Embora classificada como fragata por Teerã, deslocava 1.500 toneladas, enquadrando-se mais como corveta. De acordo com o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, o país operava quatro unidades modernizadas do modelo. Os EUA intensificaram a divulgação de suas ações navais após o Irã afirmar controlar o estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. Washington afirma já ter afundado ao menos 20 embarcações iranianas.
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