Multidões ocuparam as ruas de Minab, no sul do Irã, próximo ao Estreito de Ormuz, para o funeral coletivo de crianças e professoras mortas em um ataque a uma escola primária feminina, segundo a mídia estatal. De acordo com o The New York Times, ao menos 175 pessoas morreram no bombardeio, que destruiu parte do prédio de dois andares. Autoridades iranianas afirmam que a ofensiva fez parte de uma operação de Israel com apoio dos Estados Unidos, acusação negada pelo Exército israelense. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o ataque, ainda sem autoria confirmada, pode configurar crime de guerra. Familiares carregavam fotos das vítimas, algumas com 7 anos, em meio à comoção. Segundo o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 780 pessoas morreram em 153 distritos desde o início da ofensiva. A CNN divulgou imagens do funeral com centenas de pessoas ao redor de pequenos caixões cobertos com a bandeira iraniana. Registros da agência ISNA mostram a cerimônia na província de Hormozgan, em 3 de março de 2026.
O The New York Times também verificou vídeos que indicam salas destruídas e a estrutura reduzida a escombros. O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, pediu investigação rápida, imparcial e completa. Ele afirmou que ataques indiscriminados são graves violações do direito internacional humanitário e defendeu responsabilização. O chanceler iraniano Abbas Araghchi acusou Washington e Tel Aviv pela morte das crianças. Em publicação na rede X, ele divulgou imagem de covas recém-abertas e falou em mais de 160 jovens mortos. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o país não visaria deliberadamente uma escola. Ele afirmou que o Departamento de Defesa investigaria caso o ataque fosse americano. O episódio ocorre em meio à intensificação dos ataques israelenses contra o Irã. Imagens de Teerã mostram áreas residenciais destruídas, reforçando o cenário de escalada militar.
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