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segunda-feira, 9 de março de 2026

MARIDO DE POLICIAL MILITAR É SUSPEITO DA MORTE

A Polícia Civil de São Paulo investiga as circunstâncias da morte da policial  militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça  dentro da casa onde morava. OFantástico teve acesso a imagens e áudios inéditos sobre o caso da soldado da Polícia Militar Gisele Alves, baleada na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no Brás, em São Paulo, em 18 de fevereiro de 2026. As gravações mostram ligações para serviços de emergência e imagens das câmeras do prédio. O primeiro pedido de socorro foi feito pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, que afirmou à PM que a esposa havia se matado com um tiro na cabeça. Ele também ligou para o Corpo de Bombeiros e disse que Gisele ainda estava respirando. Câmeras mostram o oficial no corredor do prédio por volta das 8h, ao telefone. Bombeiros chegaram às 8h13 e um socorrista relatou ter achado a cena estranha, fotografando o local. Segundo ele, a arma estava encaixada na mão da vítima de forma incomum em casos de suicídio. Outros pontos levantaram suspeitas: sangue já coagulado, ausência do cartucho da bala e o tenente-coronel estar seco, apesar de dizer que estava no banho.

Áudios gravados mostram o oficial relatando crises no casamento e a intenção de se separar. Ele afirmou ter ouvido o disparo enquanto tomava banho e encontrado a esposa caída. Gisele foi reanimada pelos socorristas e retirada do prédio às 8h55 ainda com vida. O marido permaneceu no corredor ao telefone com superiores. O oficial também ligou para o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, que chegou ao local às 9h07 e subiu ao apartamento. Testemunhas dizem que, mesmo orientado a não fazê-lo, o tenente-coronel teria tomado banho novamente e voltou com cheiro de produto químico. Laudos indicam que a cena não foi preservada corretamente, o que dificultou a perícia. Um vídeo mostra o apartamento desorganizado, com panos e produtos de limpeza no chão. Uma vizinha afirmou ter ouvido um disparo às 7h28, mas o pedido de socorro só ocorreu às 7h57, cerca de 29 minutos depois. A defesa de Geraldo Neto diz que ele não é investigado e que colabora com as autoridades. Já o desembargador afirma que foi ao local como amigo do tenente-coronel. 

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